Eu queria ser
(Telmo Deifeld)
A brisa
que toca levemente os teus cabelos,
O raio de sol
que aquece o teu rosto na manhã fria do outono...
A fragrância da flor da beira do caminho
que te faz parar e senti-la intensamente.
O branco da nuvem
que observas na tarde ensolarada de domingo.
O grito do quero-quero
que te encanta juntamente com o pôr-do-sol.
O canto da curruíra no amanhecer
que te faz acordar de bem com a vida.
A tua imagem espelhada no fundo do lago
que olhas e não vês o tempo passar
O brilho da lua
que é capaz de atrair-te em noites tristes e alegres.
A taça de vinho
que curtes na presença dos amigos
O ar que respiras constantemente,
mesmo sem perceber
O olhar da criança
que te enche de alegrias, mesmo sem uma palavra...
Eu queria ser o gosto da cereja
que te dá água na boca
O pulsar do teu coração
que te acompanhará até o último instante
O copo d'água que refresca o teu corpo
na tarde quente de verão
O bater de asas do beija-flor
que nunca passa despercebido ao teu olhar
O sopro do minuano
que te traz o sono na noite fria do inverno
Eu queria ser...
Mas sou apenas eu
um ser quase ninguém
que tem medo de ter medo
de perder o que nunca teve
o teu amor!
quinta-feira, dezembro 31
Sonhar é preciso
(Telmo Deifeld)
Sonhar é sair pela janela da liberdade,
é vaguear pelos caminhos
proibidos ou não.
É, sem ter um rumo qualquer,
ter um alvo a perseguir:
a felicidade.
Sonhar é não limitar-se a limites
sejam eles quais forem,
impostos ou não.
É fazer do impossível o possível
quando e como quiser o coração.
Sonhar é viver o passado no futuro
e o futuro no presente.
É ter o se quer
e afastar o que não se deseja
É despertar dentro de si
aquele ser criança.
É almejar a vida...
Pra sonhar não é preciso
ter passado, nem presente,
nem cultura, nem riquezas...
Pra sonhar não precisa fazer parte
de uma classe social
de uma faixa etária
ou de qualquer coisa que separe
um ser humano do seu semelhante
É preciso apenas ter esperança
pois sem esperança ninguém vive
e sonhar é viver...
Sonhar não é direcionar os pensamentos
ao que pode ser real
Mas sim tornar real,
mesmo que apenas na mente,
o possível e o impossível,
o real e o abstrato
o tudo e o nada
Num tempo e num lugar
a serem definidos
ao belprazer de quem sonha...
Sonhar é dar a própria vida
a um sentimento de bem-estar
e, sem restrições,
entregar ao coração as rédeas da razão
É viver com quem se ama
sentindo-se amado.
Sonhar é sair...
É vaguear...
É não ter rumo.
É ter um alvo.
É não limitar-se.
É fazer...
É sentir...
É amar...
É ser amado...
É ter esperança...
É viver!
Sonhar é preciso!
Sonhar é sair pela janela da liberdade,
é vaguear pelos caminhos
proibidos ou não.
É, sem ter um rumo qualquer,
ter um alvo a perseguir:
a felicidade.
Sonhar é não limitar-se a limites
sejam eles quais forem,
impostos ou não.
É fazer do impossível o possível
quando e como quiser o coração.
Sonhar é viver o passado no futuro
e o futuro no presente.
É ter o se quer
e afastar o que não se deseja
É despertar dentro de si
aquele ser criança.
É almejar a vida...
Pra sonhar não é preciso
ter passado, nem presente,
nem cultura, nem riquezas...
Pra sonhar não precisa fazer parte
de uma classe social
de uma faixa etária
ou de qualquer coisa que separe
um ser humano do seu semelhante
É preciso apenas ter esperança
pois sem esperança ninguém vive
e sonhar é viver...
Sonhar não é direcionar os pensamentos
ao que pode ser real
Mas sim tornar real,
mesmo que apenas na mente,
o possível e o impossível,
o real e o abstrato
o tudo e o nada
Num tempo e num lugar
a serem definidos
ao belprazer de quem sonha...
Sonhar é dar a própria vida
a um sentimento de bem-estar
e, sem restrições,
entregar ao coração as rédeas da razão
É viver com quem se ama
sentindo-se amado.
Sonhar é sair...
É vaguear...
É não ter rumo.
É ter um alvo.
É não limitar-se.
É fazer...
É sentir...
É amar...
É ser amado...
É ter esperança...
É viver!
Sonhar é preciso!
Por um instante ...
(Telmo Deifeld)
Eu daria o mundo
E tudo o que nele poderia me pertencer
Para tê-la em meus braços
E sentir os teus lábios juntos aos meus
E no silêncio da noite
Iluminada pela luz do sol de um novo dia
Refletida pela lua - amiga dos amantes!
Num presente tão intenso quanto possível,
Comemorarmos juntos, juntinhos,
O passado e o futuro,
O feito e o que esta por fazer,
O tudo e o nada...
Sentir o tempo parar
Deixar que a terra gire
Que as luzes ascendam-se e apaguem-se
Que a vida continue
E a pessoas prossigam no seu labutar fatigante
Mas nós ali,
Naquele lugar indefinido do espaço,
De uma forma totalmente nossa,
Amarmos...
Vivermos...
Ao menos por um instante!
Eu daria o mundo
E tudo o que nele poderia me pertencer
Para tê-la em meus braços
E sentir os teus lábios juntos aos meus
E no silêncio da noite
Iluminada pela luz do sol de um novo dia
Refletida pela lua - amiga dos amantes!
Num presente tão intenso quanto possível,
Comemorarmos juntos, juntinhos,
O passado e o futuro,
O feito e o que esta por fazer,
O tudo e o nada...
Sentir o tempo parar
Deixar que a terra gire
Que as luzes ascendam-se e apaguem-se
Que a vida continue
E a pessoas prossigam no seu labutar fatigante
Mas nós ali,
Naquele lugar indefinido do espaço,
De uma forma totalmente nossa,
Amarmos...
Vivermos...
Ao menos por um instante!
Inconfundível
(Telmo Deifeld)
Na complexidade dos caminhos da vida
Impressiono-me com o que é intenso
Encanta-me a simplicidade,
Lastro dos verdadeiros sentimentos.
Dentre o muito que vi,
Esquecerei jamais,
Sempre impregnado na mente estará
Objeto constante das minhas lembranças
Ungindo os pensamentos
Ziziando nos meus tímpanos
Alcançando o mais profundo do ser
Deixando a mais bela marca
Onde apagada não será
Pois nem nós mudamos os nossos sentimentos
Rendo-me à vida, pois
Apenas falo
Do teu sorriso cativante e do brilho que só tem
O teu olhar!
Na complexidade dos caminhos da vida
Impressiono-me com o que é intenso
Encanta-me a simplicidade,
Lastro dos verdadeiros sentimentos.
Dentre o muito que vi,
Esquecerei jamais,
Sempre impregnado na mente estará
Objeto constante das minhas lembranças
Ungindo os pensamentos
Ziziando nos meus tímpanos
Alcançando o mais profundo do ser
Deixando a mais bela marca
Onde apagada não será
Pois nem nós mudamos os nossos sentimentos
Rendo-me à vida, pois
Apenas falo
Do teu sorriso cativante e do brilho que só tem
O teu olhar!
Telmo Deifeld
Olhando por aí neste universo louco da internet, encontrei essas jóias, que chamam atenção pelo seu brilho e me desassossegaram o coração.
Foi bater o olho e cair embevecido. Transcrevo algumas; na seqüência : Eu queria ser, Inconfundível, Por um instante… e Sonhar é preciso.
As demais, igualmente lindas, podem ser encontradas no site do seu autor Telmo Deifeld.
Eu queria ser
Inconfundivel
Por um instante
Sonhar é preciso
Foi bater o olho e cair embevecido. Transcrevo algumas; na seqüência : Eu queria ser, Inconfundível, Por um instante… e Sonhar é preciso.
As demais, igualmente lindas, podem ser encontradas no site do seu autor Telmo Deifeld.
Eu queria ser
Inconfundivel
Por um instante
Sonhar é preciso
Aquela coisa toda
Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem pra você
O fato é que a gente perdeu toda aquela magia
A porta dos meus quinze anos não tem mais segredo
E velha, tão velha ficou nossa fotografia
Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem pra você
A quem é que a gente engana com a nossa loucura?
De certo que a gente perdeu a noção do limite
E atrás tem alguém que vira, que virá, que virá, que virá
Autoria: Mongol
Olhe bem pra você
O fato é que a gente perdeu toda aquela magia
A porta dos meus quinze anos não tem mais segredo
E velha, tão velha ficou nossa fotografia
Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem pra você
A quem é que a gente engana com a nossa loucura?
De certo que a gente perdeu a noção do limite
E atrás tem alguém que vira, que virá, que virá, que virá
Autoria: Mongol
Memória da pele
Eu já esqueci você
Tento crer
Nesses lábios que meus lábios sugam de prazer
Sugo sempre
Busco sempre
A sonhar em vão
Cor vermelha carne da sua boca, coração
Eu já esqueci você, tento crer
Seu nome, sua cara, seu jeito, seu odor
Sua casa, sua cama
Sua carne, seu suor
Eu pertenço a raça da pedra dura
Quando enfim juro que esqueci
Quem se lembra de você em mim
Em mim
Não sou eu, sofro e sei
Não sou eu, finjo que não sei, não sou eu
Sonho bocas que murmuram
Tranço em pernas que procuram enfim
Não sou eu, sofro e sei
Quem se lembra de você em mim
Eu sei, eu sei
Bate é na memória da minha pele
Bate é no sangue que bombeia
Na minha veia
Bate é no champanhe que borbulhava
Na sua taça e que borbulha agora na taça da minha cabeça
Eu já esqueci você, tento crer
Nesses lábios que meus lábios sugam de prazer
Sugo sempre
Busco sempre a sonhar em vão
Cor vermelha, carne da sua boca, coração
Autoria: João Bosco e Wally Salomão
http://cadernodeletras.blogspot.com/2009/03/memoria-de-pele.html
Tento crer
Nesses lábios que meus lábios sugam de prazer
Sugo sempre
Busco sempre
A sonhar em vão
Cor vermelha carne da sua boca, coração
Eu já esqueci você, tento crer
Seu nome, sua cara, seu jeito, seu odor
Sua casa, sua cama
Sua carne, seu suor
Eu pertenço a raça da pedra dura
Quando enfim juro que esqueci
Quem se lembra de você em mim
Em mim
Não sou eu, sofro e sei
Não sou eu, finjo que não sei, não sou eu
Sonho bocas que murmuram
Tranço em pernas que procuram enfim
Não sou eu, sofro e sei
Quem se lembra de você em mim
Eu sei, eu sei
Bate é na memória da minha pele
Bate é no sangue que bombeia
Na minha veia
Bate é no champanhe que borbulhava
Na sua taça e que borbulha agora na taça da minha cabeça
Eu já esqueci você, tento crer
Nesses lábios que meus lábios sugam de prazer
Sugo sempre
Busco sempre a sonhar em vão
Cor vermelha, carne da sua boca, coração
Autoria: João Bosco e Wally Salomão
http://cadernodeletras.blogspot.com/2009/03/memoria-de-pele.html
segunda-feira, dezembro 28
Amo você
Amo você
Por toda sua beleza
Que igual forte correnteza
Arrasta meus olhos consigo
Amo você
Mais que tudo, isto é fato
Mais que seria sensato
Para um bom e velho amigo
Amo você
Com todo meu sentimento
Com alegria, com tormento
Correndo qualquer perigo
Amo você
Por favor me compreenda
A paixão que se desvenda
Desse amor que em mim fustigo
Amo você
Mais que a minha própria vida
Tenho disso minha querida
Plena certeza comigo
Amo você
De um jeito que não tem jeito
Que não cabe no meu peito
Um amor profundo, antigo
Amo você
Todos sabem que é verdade
Agora e pra eternidade
Viver sem você não consigo
Por toda sua beleza
Que igual forte correnteza
Arrasta meus olhos consigo
Amo você
Mais que tudo, isto é fato
Mais que seria sensato
Para um bom e velho amigo
Amo você
Com todo meu sentimento
Com alegria, com tormento
Correndo qualquer perigo
Amo você
Por favor me compreenda
A paixão que se desvenda
Desse amor que em mim fustigo
Amo você
Mais que a minha própria vida
Tenho disso minha querida
Plena certeza comigo
Amo você
De um jeito que não tem jeito
Que não cabe no meu peito
Um amor profundo, antigo
Amo você
Todos sabem que é verdade
Agora e pra eternidade
Viver sem você não consigo
sexta-feira, dezembro 25
Fernando Pessoa
Autopsicografia
Como nuvens pelo céu passam os sonhos por mim
Eu tenho idéias e razões
Minha mulher a solidão
Uma maior solidão lentamente se aproxima
Como nuvens pelo céu passam os sonhos por mim
Eu tenho idéias e razões
Minha mulher a solidão
Uma maior solidão lentamente se aproxima
César Costa Filho
Fonte: Dicionário Cravo Albim da M.P.B.
Compositor. Cantor. Começou a compor em 1966, com Ronaldo Monteiro de Souza, tendo apresentado suas primeiras músicas no programa "A grande chance", da TV Tupi (RJ).
Foi um dos fundadores do Movimento Artístico Universitário (MAU), ao lado de Aldir Blanc, Ivan Lins e Gonzaguinha.
Em 1968, estudante do curso de Letras da Universidade Gama Filho, classificou em terceiro lugar sua canção "Meu tamborim" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza), interpretada por Beth Carvalho, no I Festival Universitário.
No ano seguinte, conquistou o terceiro e o quinto lugares no II Festival Universitário, com as canções "Mirante", interpretada por Maria Creuza, e "De esquina em esquina", defendida por Clara Nunes, ambas em parceria com Aldir Blanc. Ainda em 1969, conquistou o terceiro lugar no IV Festival Internacional da Canção (FIC) com "Visão geral", composta em parceria com Ruy Maurity e Ronaldo Monteiro de Souza.
Em 1970, participou do V FIC, classificando a canção "Diva" (c/ Aldir Blanc). Em seguida, foi convidado, juntamente com seus companheiros do MAU, para comandar o programa "Som Livre Exportação", da Rede Globo
Em 1972, lançou um compacto simples contendo suas canções "Dose pra leão" e "Vermelho como um camarão", compostas em parceria com Walter Queirós.
No ano seguinte, gravou o LP "E os sambas viverão", com destaque para "Anastácio: samba enredo para um sambista morto" (c/ Walter Queiroz).
Ainda na década de 1970, lançou os LPs "Bazar" (1977), "César Costa Filho" (1978) e "Outro verão" (1970).
Em 1980, gravou o LP "Nesse mundo".
Como compositor, participou de trilhas sonoras de novelas, como "Minha doce namorada", "À sombra dos laranjais", "O cafona", "O homem que deve morrer", "As locomotivas", "Uma rosa com amor", "O preço de um homem" e "Sonho meu".
Atuou na criação de jingles e na composição de músicas infantis gravadas por Xuxa, Angélica e Mara.
Interrompeu sua carreira de intérprete, para assumir, por três mandatos consecutivos, a presidência da União Brasileira dos Compositores.
Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Clara Nunes, Dóris Monteiro, Elis Regina, Claudette Soares, Elizeth Cardoso, Beth Carvalho, Vanusa, Antônio Marcos, Eliana, Xuxa, Angélica e Rosana, entre outros.
Veja aqui ainda, Consumatum est , Medo, Samba do Estácio e Tesoura Cega
Compositor. Cantor. Começou a compor em 1966, com Ronaldo Monteiro de Souza, tendo apresentado suas primeiras músicas no programa "A grande chance", da TV Tupi (RJ).
Foi um dos fundadores do Movimento Artístico Universitário (MAU), ao lado de Aldir Blanc, Ivan Lins e Gonzaguinha.
Em 1968, estudante do curso de Letras da Universidade Gama Filho, classificou em terceiro lugar sua canção "Meu tamborim" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza), interpretada por Beth Carvalho, no I Festival Universitário.
No ano seguinte, conquistou o terceiro e o quinto lugares no II Festival Universitário, com as canções "Mirante", interpretada por Maria Creuza, e "De esquina em esquina", defendida por Clara Nunes, ambas em parceria com Aldir Blanc. Ainda em 1969, conquistou o terceiro lugar no IV Festival Internacional da Canção (FIC) com "Visão geral", composta em parceria com Ruy Maurity e Ronaldo Monteiro de Souza.
Em 1970, participou do V FIC, classificando a canção "Diva" (c/ Aldir Blanc). Em seguida, foi convidado, juntamente com seus companheiros do MAU, para comandar o programa "Som Livre Exportação", da Rede Globo
Em 1972, lançou um compacto simples contendo suas canções "Dose pra leão" e "Vermelho como um camarão", compostas em parceria com Walter Queirós.
No ano seguinte, gravou o LP "E os sambas viverão", com destaque para "Anastácio: samba enredo para um sambista morto" (c/ Walter Queiroz).
Ainda na década de 1970, lançou os LPs "Bazar" (1977), "César Costa Filho" (1978) e "Outro verão" (1970).
Em 1980, gravou o LP "Nesse mundo".
Como compositor, participou de trilhas sonoras de novelas, como "Minha doce namorada", "À sombra dos laranjais", "O cafona", "O homem que deve morrer", "As locomotivas", "Uma rosa com amor", "O preço de um homem" e "Sonho meu".
Atuou na criação de jingles e na composição de músicas infantis gravadas por Xuxa, Angélica e Mara.
Interrompeu sua carreira de intérprete, para assumir, por três mandatos consecutivos, a presidência da União Brasileira dos Compositores.
Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Clara Nunes, Dóris Monteiro, Elis Regina, Claudette Soares, Elizeth Cardoso, Beth Carvalho, Vanusa, Antônio Marcos, Eliana, Xuxa, Angélica e Rosana, entre outros.
Veja aqui ainda, Consumatum est , Medo, Samba do Estácio e Tesoura Cega
Arnaldo Antunes
quinta-feira, dezembro 24
Tudo que se quer
(Versão da musica All I Ask Of You do filme The Phantom of the Opera (O Fantasma da Opera) interpretada por Emilio Santiago e Veronica Sabino. )
(Ele)
Olha nos meus olhos
Esquece o que passou
Aqui neste momento
Silêncio e sentimento
Sou o teu poeta
Eu sou o teu cantor
Teu rei e teu escravo
Teu rio e tua estrada
(Ela)
Vem comigo meu amado amigo
Nessa noite clara de verão
Seja sempre o meu melhor presente
Seja tudo sempre como é
É tudo que se quer
(Ele)
Leve como o vento
Quente como o sol
Em paz na claridade
Sem medo e sem saudade
(Ela)
Livre como o sonho
Alegre como a luz
Desejo e fantasia
Em plena harmônia
(Ele)
Eu sou teu homem, sou teu pai, teu filho
Sou aquele que te tem amor
Sou teu par, o teu melhor amigo
Vou contigo seja aonde for
E onde estiver estou
(os dois):
Vem comigo meu amado amigo
Sou teu barco neste mar de amor
Sou a vela que te leva longe
Da tristeza, eu sei, eu vou
Onde estiver estou
E onde estiver estou
(Ele)
Olha nos meus olhos
Esquece o que passou
Aqui neste momento
Silêncio e sentimento
Sou o teu poeta
Eu sou o teu cantor
Teu rei e teu escravo
Teu rio e tua estrada
(Ela)
Vem comigo meu amado amigo
Nessa noite clara de verão
Seja sempre o meu melhor presente
Seja tudo sempre como é
É tudo que se quer
(Ele)
Leve como o vento
Quente como o sol
Em paz na claridade
Sem medo e sem saudade
(Ela)
Livre como o sonho
Alegre como a luz
Desejo e fantasia
Em plena harmônia
(Ele)
Eu sou teu homem, sou teu pai, teu filho
Sou aquele que te tem amor
Sou teu par, o teu melhor amigo
Vou contigo seja aonde for
E onde estiver estou
(os dois):
Vem comigo meu amado amigo
Sou teu barco neste mar de amor
Sou a vela que te leva longe
Da tristeza, eu sei, eu vou
Onde estiver estou
E onde estiver estou
Marcadores:
amigo,
amor,
Emilio Santiago,
luz,
Veronica Sabino
O pulso
(Arnaldo Antunes)
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa...
Peste bubônica
Câncer, pneumonia
Raiva, rubéola
Tuberculose e anemia
Rancor, cisticircose
Caxumba, difteria
Encefalite, faringite
Gripe e leucemia...
E o pulso ainda pulsa
E o pulso ainda pulsa
Hepatite, escarlatina
Estupidez, paralisia
Toxoplasmose, sarampo
Esquizofrenia
Úlcera, trombose
Coqueluche, hipocondria
Sífilis, ciúmes
Asma, cleptomania...
E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco
Assim...
Reumatismo, raquitismo
Cistite, disritmia
Hérnia, pediculose
Tétano, hipocrisia
Brucelose, febre tifóide
Arteriosclerose, miopia
Catapora, culpa, cárie
Câimba, lepra, afasia...
O pulso ainda pulsa
E o corpo ainda é pouco
Ainda pulsa
Ainda é pouco
Pulso
Assim...
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa...
Peste bubônica
Câncer, pneumonia
Raiva, rubéola
Tuberculose e anemia
Rancor, cisticircose
Caxumba, difteria
Encefalite, faringite
Gripe e leucemia...
E o pulso ainda pulsa
E o pulso ainda pulsa
Hepatite, escarlatina
Estupidez, paralisia
Toxoplasmose, sarampo
Esquizofrenia
Úlcera, trombose
Coqueluche, hipocondria
Sífilis, ciúmes
Asma, cleptomania...
E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco
Assim...
Reumatismo, raquitismo
Cistite, disritmia
Hérnia, pediculose
Tétano, hipocrisia
Brucelose, febre tifóide
Arteriosclerose, miopia
Catapora, culpa, cárie
Câimba, lepra, afasia...
O pulso ainda pulsa
E o corpo ainda é pouco
Ainda pulsa
Ainda é pouco
Pulso
Assim...
O velho e a flor
(Vinícius de Moraes)
Por céus e mares eu andei
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber o que é o amor
Ninguém sabia me dizer
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho com uma flor assim falou
O amor é o carinho
É um espinho que não se vê em cada flor
É a vida quando chega sangrando
Aberta em pétalas de amor
Por céus e mares eu andei
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber o que é o amor
Ninguém sabia me dizer
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho com uma flor assim falou
O amor é o carinho
É um espinho que não se vê em cada flor
É a vida quando chega sangrando
Aberta em pétalas de amor
Por que será
(Toquinho, Carlinhos Vergueiro e Vinicius de Moraes)
Por que será
Que eu ando triste por te adorar
Por que será
Que a vida insiste em se mostrar
Mais distraída dentro de um bar
Por que será
Por que será
Que o nosso assunto já se acabou
Por que será
Que o que era junto se separou
E o que era muito se definhou
Por que será
Eu quantas vezes me sento à mesa de algum lugar
Falando coisas só por falar
Adiando a hora de te encontrar
É muito triste quando se sente tudo morrer
E ainda existe o amor que mente para esconder
Que o amor presente não tem mais nada para dizer
Por que será
Que eu ando triste por te adorar
Por que será
Que a vida insiste em se mostrar
Mais distraída dentro de um bar
Por que será
Por que será
Que o nosso assunto já se acabou
Por que será
Que o que era junto se separou
E o que era muito se definhou
Por que será
Eu quantas vezes me sento à mesa de algum lugar
Falando coisas só por falar
Adiando a hora de te encontrar
É muito triste quando se sente tudo morrer
E ainda existe o amor que mente para esconder
Que o amor presente não tem mais nada para dizer
Marcadores:
amor,
separação,
Toquinho,
triste,
Vinícius de Moraes
quarta-feira, dezembro 23
Devolva meu coração
Devolva meu coração
Que arrancou do meu peito
Com seu total desrespeito
Pela minha obsessão
Prevaleceu da fraqueza
De um ser apaixonado
Para sempre aprisionado
Quando pego de surpresa
Devolve o que me levou
Você levou minha vida
Sem a licença devida
E depois me abandonou
Me deixe viver pelo menos
Ainda que seja chorando
Para que eu prossiga mirando
Estes seus olhos pequenos
Por isso peço, devolva
O coração que lhe dei
Se você não o quer, eu sei
Talvez outro amor desenvolva
Que arrancou do meu peito
Com seu total desrespeito
Pela minha obsessão
Prevaleceu da fraqueza
De um ser apaixonado
Para sempre aprisionado
Quando pego de surpresa
Devolve o que me levou
Você levou minha vida
Sem a licença devida
E depois me abandonou
Me deixe viver pelo menos
Ainda que seja chorando
Para que eu prossiga mirando
Estes seus olhos pequenos
Por isso peço, devolva
O coração que lhe dei
Se você não o quer, eu sei
Talvez outro amor desenvolva
terça-feira, dezembro 22
Soneto de criação
(Vinícius de Moraes)
Deus te fez numa fôrma pequenina
De uma argila bem doce e bem morena
Deu-te uns olhos minúsculos de china
Que parecem ter sempre um olhar de pena.
Banhou-te o corpo numa fonte fina
Entre os rubores de uma aurora amena
E por criar-te assim, leve e pequena
Soprou-te uma alma cálida e divina.
Tão formosa te fez, tão soberana
Que dar-te aos anjos por irmã queria
Mas ao plasmar-te a carne predileta
Deus, comovido, te criara humana
E para tua justa moradia
Atirou-te nos braços do poeta.
Deus te fez numa fôrma pequenina
De uma argila bem doce e bem morena
Deu-te uns olhos minúsculos de china
Que parecem ter sempre um olhar de pena.
Banhou-te o corpo numa fonte fina
Entre os rubores de uma aurora amena
E por criar-te assim, leve e pequena
Soprou-te uma alma cálida e divina.
Tão formosa te fez, tão soberana
Que dar-te aos anjos por irmã queria
Mas ao plasmar-te a carne predileta
Deus, comovido, te criara humana
E para tua justa moradia
Atirou-te nos braços do poeta.
Dialética
(Vinicius de Moraes)
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
Marcadores:
amor,
Poesia,
triste,
Vinícius de Moraes
Ternura
(Vinícius de Moraes)
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
Marcadores:
amor,
caricias,
Poesia,
ternura,
Vinícius de Moraes
segunda-feira, dezembro 21
Como nuvens pelo céu, passam os sonhos por mim
(Fernando Pessoa)
Como nuvens pelo céu
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.
São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.
Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transtorna?
Que coisa inútil me dói?
Como nuvens pelo céu
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.
São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.
Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transtorna?
Que coisa inútil me dói?
Minha mulher a solidão
(Fernando Pessoa)
Minha mulher, a solidão,
Consegue que eu não seja triste.
Ah, que bom é o coração
Ter este bem que não existe!
Recolho a não ouvir ninguém,
Não sofro o insulto de um carinho
E falo alto sem que haja alguém:
Nascem-me os versos do caminho.
Senhor, se há bem que o céu conceda
Submisso à opressão do Fado,
Dá-me eu ser só - veste de seda -,
E fala só - leque animado.
Minha mulher, a solidão,
Consegue que eu não seja triste.
Ah, que bom é o coração
Ter este bem que não existe!
Recolho a não ouvir ninguém,
Não sofro o insulto de um carinho
E falo alto sem que haja alguém:
Nascem-me os versos do caminho.
Senhor, se há bem que o céu conceda
Submisso à opressão do Fado,
Dá-me eu ser só - veste de seda -,
E fala só - leque animado.
domingo, dezembro 20
A rotina
“A idéia é a rotina do papel
O céu é a rotina do edifício
O início é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto
A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
A rotina da garganta é o rock
A rotina da mão é o toque
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio
A rotina do jornal é o fato
A celebridade é a rotina do boato
O coração é rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem sua beleza”
(Tenho procurado a autoria desta peça linda de um anuncio da Natura, se alguem conhecer me informe)
O céu é a rotina do edifício
O início é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto
A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
A rotina da garganta é o rock
A rotina da mão é o toque
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio
A rotina do jornal é o fato
A celebridade é a rotina do boato
O coração é rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem sua beleza”
(Tenho procurado a autoria desta peça linda de um anuncio da Natura, se alguem conhecer me informe)
Cultura
(Arnaldo Antunes)
O girino é o peixinho do sapo.
O silêncio é o começo do papo.
O bigode é a antena do gato.
O cavalo é o pasto do carrapato.
O cabrito é o cordeiro da cabra.
O pescoço é a barriga da cobra.
O leitão é um porquinho mais novo.
A galinha é um pouquinho do ovo.
O desejo é o começo do corpo.
Engordar é tarefa do porco.
A cegonha é a girafa do ganso.
O cachorro é um lobo mais manso.
O escuro é a metade da zebra.
As raízes são as veias da seiva.
O camelo é um cavalo sem sede.
Tartaruga por dentro é parede.
O potrinho é o bezerro da égua.
A batalha é o começo da trégua.
Papagaio é um dragão miniatura.
Bactéria num meio é cultura.
http://www.arnaldoantunes.com.br/
O girino é o peixinho do sapo.
O silêncio é o começo do papo.
O bigode é a antena do gato.
O cavalo é o pasto do carrapato.
O cabrito é o cordeiro da cabra.
O pescoço é a barriga da cobra.
O leitão é um porquinho mais novo.
A galinha é um pouquinho do ovo.
O desejo é o começo do corpo.
Engordar é tarefa do porco.
A cegonha é a girafa do ganso.
O cachorro é um lobo mais manso.
O escuro é a metade da zebra.
As raízes são as veias da seiva.
O camelo é um cavalo sem sede.
Tartaruga por dentro é parede.
O potrinho é o bezerro da égua.
A batalha é o começo da trégua.
Papagaio é um dragão miniatura.
Bactéria num meio é cultura.
http://www.arnaldoantunes.com.br/
quinta-feira, dezembro 17
Voos da vida
(Toquinho)
É linda a vida que virá
E pousará suave e leve
De um canto a outro,
De uma América futura, calma e livre.
E os dias se renovarão
Numa segura trajetória.
E pouco a pouco contarão
Uma nova e linda história.
É linda a vida que voa altíssima
Sobre esse tempo escuro.
Clara mas incompreensível,
Vai desenhando o futuro.
É linda a vida que voa livre
E sempre sem ter fim.
Descortinando caminhos
Que em meio à poesia
Um dia trouxeram você pra mim.
É lindo o sonho que eu vivi
Junto a você que dorme agora
Enquanto eu, olhando a aurora,
Estou pensando em ti.
É linda a vida, é linda sim,
Depois do amor e seus desvelos.
Quando se abraçam nossos pêlos
Numa calma de jardim.
É linda a vida que virá
E pousará suave e leve
De um canto a outro,
De uma América futura, calma e livre.
E os dias se renovarão
Numa segura trajetória.
E pouco a pouco contarão
Uma nova e linda história.
É linda a vida que voa altíssima
Sobre esse tempo escuro.
Clara mas incompreensível,
Vai desenhando o futuro.
É linda a vida que voa livre
E sempre sem ter fim.
Descortinando caminhos
Que em meio à poesia
Um dia trouxeram você pra mim.
É lindo o sonho que eu vivi
Junto a você que dorme agora
Enquanto eu, olhando a aurora,
Estou pensando em ti.
É linda a vida, é linda sim,
Depois do amor e seus desvelos.
Quando se abraçam nossos pêlos
Numa calma de jardim.
quarta-feira, dezembro 16
Nascente
Nascente
(Flávio Venturini e Murilo Antunes)
Clareia manhã
O sol vai esconder a clara estrela ardente
Pérola do céu refletindo teus olhos
A luz do dia a contemplar teu corpo sedento
Louco de prazer e desejos ardentes
(Flávio Venturini e Murilo Antunes)
Clareia manhã
O sol vai esconder a clara estrela ardente
Pérola do céu refletindo teus olhos
A luz do dia a contemplar teu corpo sedento
Louco de prazer e desejos ardentes
Because
(John Lennon e Paul McCartney)
Because the world is round it turns me on
Because the world is round
Because the wind is high it blows my mind
Because the wind is high
Love is old, love is new
Love is all, love is you
Because the sky is blue it makes me cry
Because the sky is blue
Por que
Porque o mundo dá voltas, isso me liga
Por que o mundo é redondo
Porque o vento é difícil, me abre a mente
Porque o vento é turbulento
O amor é velho
O amor é novo
O amor é tudo
O amor é você...
Porque o céu é azul, me faz chorar
Porque o céu é triste
Because the world is round it turns me on
Because the world is round
Because the wind is high it blows my mind
Because the wind is high
Love is old, love is new
Love is all, love is you
Because the sky is blue it makes me cry
Because the sky is blue
Por que
Porque o mundo dá voltas, isso me liga
Por que o mundo é redondo
Porque o vento é difícil, me abre a mente
Porque o vento é turbulento
O amor é velho
O amor é novo
O amor é tudo
O amor é você...
Porque o céu é azul, me faz chorar
Porque o céu é triste
sexta-feira, dezembro 11
Doce
A saudade é uma dor doce
Uma lembrança que começa
Quando o coração prega a peça
E você está presente como se fosse
Uma brisa, um sussurro, um reflexo
E quando você foi embora
A saudade entrou na mesma hora
Deixando este problema complexo
Se estamos juntos somos dois
Ao ir embora, cada um pro seu lado
Não é mais dois o resultado
Pois a saudade permanece depois
Uma lembrança que começa
Quando o coração prega a peça
E você está presente como se fosse
Uma brisa, um sussurro, um reflexo
E quando você foi embora
A saudade entrou na mesma hora
Deixando este problema complexo
Se estamos juntos somos dois
Ao ir embora, cada um pro seu lado
Não é mais dois o resultado
Pois a saudade permanece depois
terça-feira, dezembro 8
sábado, dezembro 5
Homem de gelo
Olhar a ti sem poder
Furtivamente, no escuro
Por precisar esconder
Um fogo que arde no peito
De uma forma sem futuro
Com este amor tão sem jeito
Furtivamente, no escuro
Por precisar esconder
Um fogo que arde no peito
De uma forma sem futuro
Com este amor tão sem jeito
Sem deixar que evidencie
O que sinto na canção
Me pedes que eu renuncie
Ao viver, ao sentimento
Ao calor de um coração
Que pulsa em triste lamento
Me cala o fogo na alma
Esfria meu sangue na veia
Em tal aparente calma
Eu sou um homem de gelo
Que contra o choro guerreia
Sou, pois tenho de sê-lo
Julgas assim que não sinto
Tanto amor me corroendo
No fundo de um labirinto
Onde o amor está guardado
Em fogo se revolvendo
Tu o enxergas congelado
sexta-feira, dezembro 4
Samba do Estácio
Cesar Costa Filho
Sou carioca do Estácio, do Estácio de Sá
Tenho meu nome gravado na escola de lá
Eu já fui porta-bandeira
Eu sou Flamengo e Mangueira
Desnecessário dizer que eu sou do samba
Modéstia a parte, senhores, sambista é quem é
Danço, e balanço e não canso,se o samba é de fé
Mas convenhamos também, eu não quero ferir ninguém
Quem não tem samba na alma não samba no pé
Ouço Noel e me sinto palmeira do mangue
Lembro Ataulfo e a cadência me ferve no sangue
Mestres do samba maior, dos poemas que eu sei de cor
Samba que é sempre mais novo na alma do povo
Peço perdão pelo exemplo,
Mas o Estácio é uma espécie de templo
Onde se aprende a sambar
Parecendo rezar
Peço perdão pelo exemplo,
Mas o Estácio é uma espécie de templo
Onde se aprende a sambar
Parecendo rezar
Sou carioca do Estácio, do Estácio de Sá
Tenho meu nome gravado na escola de lá
Eu já fui porta-bandeira
Eu sou Flamengo e Mangueira
Desnecessário dizer que eu sou do samba
Modéstia a parte, senhores, sambista é quem é
Danço, e balanço e não canso,se o samba é de fé
Mas convenhamos também, eu não quero ferir ninguém
Quem não tem samba na alma não samba no pé
Ouço Noel e me sinto palmeira do mangue
Lembro Ataulfo e a cadência me ferve no sangue
Mestres do samba maior, dos poemas que eu sei de cor
Samba que é sempre mais novo na alma do povo
Peço perdão pelo exemplo,
Mas o Estácio é uma espécie de templo
Onde se aprende a sambar
Parecendo rezar
Peço perdão pelo exemplo,
Mas o Estácio é uma espécie de templo
Onde se aprende a sambar
Parecendo rezar
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Consumatum est
Composição: Cesar Costa Filho/ H. Valente
O que demorou pra subir não está no gibi
E enguiço de elevador
E eu na pior por aqui
O que demorou pra subir não está no gibi
E quase que eu morro de dor
O que demorou pra subir não está no gibi
E enguiço de elevador
E eu na pior por aqui
O que demorou pra subir não está no gibi
E quase que eu morro de dor
E você nem aí
Ficou naquele chove não molha
Sem definição
Virava de um lado pro outro
Sem achar posição
Pena eu não poder contar
Detalhes do que se passou
Quando o milagre se fez...
...e o mudinho falou
Consumatum Est enfim
Me encante
Me Encante
( Silvana Duboc )
Me encante da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante, para que eu possa me dar...
Me encante nos mínimos detalhes.
Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso,
Gostoso, inocente e carente.
Me encante com suas mãos,
Gesticule quando for preciso.
Me toque, quero correr esse risco.
Me acarinhe se quiser...
Vou fingir que não entendo,
Que nem queria esse momento.
Me encante com seus olhos...
Me olhe profundo, mas só por um segundo.
Depois desvie o seu olhar.
Como se o meu olhar,
Não tivesse conseguido te encantar...
E então, volte a me fitar.
Tão profundamente, que eu fique perdido.
Sem saber o que falar...
Me encante com suas palavras...
Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres.
Me conte segredos, sem medos,
E depois me diga o quanto te encantei.
Me encante com serenidade...
Mas não se esqueça também,
Que tem que ser com simplicidade,
Não pode haver maldade.
Me encante com uma certa calma,
Sem pressa. Tente entender a minha alma.
Me encante como você fez com o seu primeiro namorado...
Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.
Me encante na calada da madrugada,
Na luz do sol ou embaixo da chuva...
Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo.
Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre...
Mas, me encante de verdade, com vontade...
Que depois, eu te confesso que me apaixonei,
E prometo te encantar por todos os dias...
Pelo resto das nossas vidas!
( Silvana Duboc )
Me encante da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante, para que eu possa me dar...
Me encante nos mínimos detalhes.
Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso,
Gostoso, inocente e carente.
Me encante com suas mãos,
Gesticule quando for preciso.
Me toque, quero correr esse risco.
Me acarinhe se quiser...
Vou fingir que não entendo,
Que nem queria esse momento.
Me encante com seus olhos...
Me olhe profundo, mas só por um segundo.
Depois desvie o seu olhar.
Como se o meu olhar,
Não tivesse conseguido te encantar...
E então, volte a me fitar.
Tão profundamente, que eu fique perdido.
Sem saber o que falar...
Me encante com suas palavras...
Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres.
Me conte segredos, sem medos,
E depois me diga o quanto te encantei.
Me encante com serenidade...
Mas não se esqueça também,
Que tem que ser com simplicidade,
Não pode haver maldade.
Me encante com uma certa calma,
Sem pressa. Tente entender a minha alma.
Me encante como você fez com o seu primeiro namorado...
Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.
Me encante na calada da madrugada,
Na luz do sol ou embaixo da chuva...
Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo.
Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre...
Mas, me encante de verdade, com vontade...
Que depois, eu te confesso que me apaixonei,
E prometo te encantar por todos os dias...
Pelo resto das nossas vidas!
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quinta-feira, dezembro 3
De esquina em esquina
Aldir Blanc e Cesar Costa Filho
Quando a noite chega enluarada
Saio pra lembrar a ex-amada
E bebendo, um trago aqui... ali...
Eu revivo a dor que já vivi e então...
No violão companheiro
Primeiro a ver minha ruína
Eu canto de esquina em esquina
Esta canção
E lembra o tempo em que eu era moleque de rua
Batendo calçada, vendendo cocada até me tornar valentão
Mas numa noite de lua, pequena da cor de açucena
Chegou a morena e iludiu meu coração
Lembro os olhos dela comovido
Os seus pés descalços e um vestido
Que ela usava só pra mim
Antes de partir e me deixar assim
No violão me debruço
Soluço e aviso onde eu for
Melhor é morrer
Que deixar morrer o amor
Diva
Diva
Trouxeste a vida e a vida te levou
Deixando em vão o devaneio
Triste dia: chovia, e Diva, te dividias
Devagar: mulher e nuvem
Diva
Te devo a vida, e a vida deve a mim
A tua voz que me implorava amor
Eu ouvia, te dava, e Diva, não duvidavas
Que eras dívida e dádiva
Diva
A vida é dádiva, dívida é devaneio
A vida me deve diva, ô
Quero diva de novo, num dia de chuva
Diva
Sei que a vida é dividir e duvidar
Diva, divina, nuvem dividida
Trouxeste a vida e a vida te levou
Deixando em vão o devaneio
Triste dia: chovia, e Diva, te dividias
Devagar: mulher e nuvem
Diva
Te devo a vida, e a vida deve a mim
A tua voz que me implorava amor
Eu ouvia, te dava, e Diva, não duvidavas
Que eras dívida e dádiva
Diva
A vida é dádiva, dívida é devaneio
A vida me deve diva, ô
Quero diva de novo, num dia de chuva
Diva
Sei que a vida é dividir e duvidar
Diva, divina, nuvem dividida
Dose pra leão
Cesar Costa Filho
Não lhe disse meu irmão
Que essa vida é dose pra leão
Mas esqueça essa amargura
Que essa dor a gente cura
É só sambar
Foi-se embora, meu irmão
Se conforme, ela não volta não
Ela só queria ouro
Mas você só tinha samba
Pra ensinar
Violão meu castigo é você
Que tem seis cordas só pra me prender
Vamos lá, deixa o pinho chorar
Pois quem sofreu tem que desabafar
Não lhe disse meu irmão
Que essa vida é dose pra leão
Mas esqueça essa amargura
Que essa dor a gente cura
É só sambar
Foi-se embora, meu irmão
Se conforme, ela não volta não
Ela só queria ouro
Mas você só tinha samba
Pra ensinar
Violão meu castigo é você
Que tem seis cordas só pra me prender
Vamos lá, deixa o pinho chorar
Pois quem sofreu tem que desabafar
Medo
Cesar Costa Filho
Além da razão
Se prende o olhar
Na dança desigual
Das grandes sombras na parede
Formando o medo por você
Você já dormiu
E esse lugar
Não reconheço mais
As sombras formam longos braços
Se debruçando sobre nós
Tentei ligar o rádio
Mas não pude ouvir direito
Nem os jornais diziam nada
Pra justificar
As transformações
Que nos fazem ter
O medo enorme
Cada vez que você dorme
E não possa despertar
Além da razão
Se prende o olhar
Na dança desigual
Das grandes sombras na parede
Formando o medo por você
Você já dormiu
E esse lugar
Não reconheço mais
As sombras formam longos braços
Se debruçando sobre nós
Tentei ligar o rádio
Mas não pude ouvir direito
Nem os jornais diziam nada
Pra justificar
As transformações
Que nos fazem ter
O medo enorme
Cada vez que você dorme
E não possa despertar
quarta-feira, dezembro 2
Solidão (2)
Vinícius de Moraes
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo.
Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete.
Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo.
Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete.
Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.
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