quarta-feira, abril 21

Versos escritos n’água

(Manuel Bandeira)

Os poucos versos que aí vão,
Em lugar de outros é que os ponho
Tu que me lês, deixo ao teu sonho
Imaginar como serão

Neles porás tua tristeza
Ou bem teu júbilo, e talvez
Lhes acharás, tu que me lês
Alguma sombra de beleza...

Quem os ouviu não os amou.
Meus pobres versos comovidos!
Por isso fiquem esquecidos
Onde o mau vento os atirou

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