quinta-feira, abril 22

Cuidado

Cuidado você, inocente
Mantenha sua atenção
Quer você queira quer não
Encontra-se ao seu redor
Em toda espécie de gente
O mal na espécie pior

Observe seu coração
Note o que ali colocaram
Brotou o mal que plantaram
Que você até permitiu?
Maus sentimentos que são
Como erva daninha sutil?

Se afaste do cientista
Fuja de quem sabe tudo
Se distancie sobretudo
Dos donos de toda verdade
Do padre, do comunista
Do político, da maldade

Proteja sua inocência
Não chegue nem perto da porta
Pois pra eles pouco importa
A quem é que irão corromper
Destruirão sem clemência
A quem conseguirem envolver

Contaminam os homens todos
Seu pai, sua Irmã, seu vizinho
E se tal viver tão mesquinho
Se tornou a norma da vida
Torne seus ouvidos surdos
Fuja enquanto há saída

Não deixe que seus sentimentos
Preciosos como eles são
Se gastem de modo tão vão
No lixo que a todos corrompe
Que surge dos rabugentos
E note que o mal se interrompe

Viva essa vida que é sua
Poucos irão compreender
Mas cuide que o seu viver
Em plena felicidade
Lance no olho da rua
O banal, a mediocridade.

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