(Chico Buarque e Toquinho)
A sua lembrança me dói tanto
Eu canto
Pra ver se espanto esse mal
Mas só sei dizer um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual
Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem ponto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis
Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu
domingo, dezembro 26
Sem fantasia
(Chico Buarque)
Vem, meu menino vadio
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos
Vem perde-te em meus braços
Pelo amor de Deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus
Vem, meu menino vadio
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos
Vem perde-te em meus braços
Pelo amor de Deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus
sábado, dezembro 25
Trem das cores
(Caetano Veloso)
A franja na encosta
Cor de laranja
Capim rosa chá
Cor de laranja
Capim rosa chá
O mel desses olhos luz
Mel de cor ímpar
Mel de cor ímpar
O ouro ainda não bem verde da serra
A prata do trem
A prata do trem
A lua e a estrela
Anel de turquesa
Anel de turquesa
Os átomos todos dançam
Madruga
Reluz neblina
Madruga
Reluz neblina
Crianças cor de romã
Entram no vagão
Entram no vagão
O oliva da nuvem chumbo
Ficando
Pra trás da manhã
Ficando
Pra trás da manhã
E a seda azul do papel
Que envolve a maçã
Que envolve a maçã
As casas tão verde e rosa
Que vão passando ao nos ver passar
Os dois lados da janela
Que vão passando ao nos ver passar
Os dois lados da janela
E aquela num tom de azul
Quase inexistente, azul que não há
Azul que é pura memória de algum lugar
Quase inexistente, azul que não há
Azul que é pura memória de algum lugar
Teu cabelo preto
Explícito objeto
Castanhos lábios
Ou pra ser exato
Lábios cor de açaí
Explícito objeto
Castanhos lábios
Ou pra ser exato
Lábios cor de açaí
E aqui, trem das cores
Sábios projetos:
Tocar na central
E o céu de um azul celeste
Celestial
Sábios projetos:
Tocar na central
E o céu de um azul celeste
Celestial
terça-feira, outubro 19
Os três amores
I
Minh’alma é como a fronte sonhadora
Do louco bardo, que Ferrara chora...
Sou Tasso!... a primavera de teus risos
De minha vida as solidões enflora...
Longe de ti eu bebo os teus perfumes,
Sigo na terra de teu passo os lumes...
— Tu és Eleonora...
II
Meu coração desmaia pensativo,
Cismando em tua rosa predileta.
Sou teu pálido amante vaporoso,
Sou teu Romeu... teu lânguido poeta!...
Sonho-te às vezes virgem... seminua...
Roubo-te um casto beijo à luz da lua...
- E tu és Julieta...
III
Na volúpia das noites andaluzas
O sangue ardente em minhas veias rola...
Sou D. Juan!... Donzelas amorosas,
Vós conheceis-me os trenos na viola!
Sobre o leito do amor teu seio brilha
Eu morro, se desfaço-te a mantilha
Tu és — Júlia, a Espanhola!...
Minh’alma é como a fronte sonhadora
Do louco bardo, que Ferrara chora...
Sou Tasso!... a primavera de teus risos
De minha vida as solidões enflora...
Longe de ti eu bebo os teus perfumes,
Sigo na terra de teu passo os lumes...
— Tu és Eleonora...
II
Meu coração desmaia pensativo,
Cismando em tua rosa predileta.
Sou teu pálido amante vaporoso,
Sou teu Romeu... teu lânguido poeta!...
Sonho-te às vezes virgem... seminua...
Roubo-te um casto beijo à luz da lua...
- E tu és Julieta...
III
Na volúpia das noites andaluzas
O sangue ardente em minhas veias rola...
Sou D. Juan!... Donzelas amorosas,
Vós conheceis-me os trenos na viola!
Sobre o leito do amor teu seio brilha
Eu morro, se desfaço-te a mantilha
Tu és — Júlia, a Espanhola!...
O gondoleiro do amor
Teus olhos são negros, negros,
Como as noites sem luar...
São ardentes, são profundos,
Como o negrume do mar;
Sobre o barco dos amores,
Da vida boiando à flor,
Douram teus olhos a fronte
Do Gondoleiro do amor.
Tua voz é a cavatina
Dos palácios de Sorrento,
Quando a praia beija a vaga,
Quando a vaga beija o vento;
E como em noites de Itália,
Ama um canto o pecador,
Bebe a harmonia em teus cantos
O Gondoleiro do amor.
Teu sorriso é uma aurora,
Que o horizonte enrubesceu,
— Rosa aberta com biquinho
Das aves rubras do céu.
Nas tempestades da vida
Das rajadas no furor,
Foi-se a noite, tem auroras
O Gondoleiro do amor.
Teu seio é vaga dourada
Ao tíbio clarão da lua,
Que, ao murmúrio das volúpias,
Arqueja, palpita nua;
Como é doce, em pensamento,
Do teu colo no langor
Vogar, naufragar, perder-se
O Gondoleiro do amor!? ...
Teu amor na treva é — um astro,
No silêncio uma canção,
É brisa — nas calmarias,
É abrigo — no tufão;
Por isso eu te amo, querida,
Quer no prazer, quer na dor,...
Rosa! Canto! Sombra! Estrela!
Do Gondoleiro do amor.
Como as noites sem luar...
São ardentes, são profundos,
Como o negrume do mar;
Sobre o barco dos amores,
Da vida boiando à flor,
Douram teus olhos a fronte
Do Gondoleiro do amor.
Tua voz é a cavatina
Dos palácios de Sorrento,
Quando a praia beija a vaga,
Quando a vaga beija o vento;
E como em noites de Itália,
Ama um canto o pecador,
Bebe a harmonia em teus cantos
O Gondoleiro do amor.
Teu sorriso é uma aurora,
Que o horizonte enrubesceu,
— Rosa aberta com biquinho
Das aves rubras do céu.
Nas tempestades da vida
Das rajadas no furor,
Foi-se a noite, tem auroras
O Gondoleiro do amor.
Teu seio é vaga dourada
Ao tíbio clarão da lua,
Que, ao murmúrio das volúpias,
Arqueja, palpita nua;
Como é doce, em pensamento,
Do teu colo no langor
Vogar, naufragar, perder-se
O Gondoleiro do amor!? ...
Teu amor na treva é — um astro,
No silêncio uma canção,
É brisa — nas calmarias,
É abrigo — no tufão;
Por isso eu te amo, querida,
Quer no prazer, quer na dor,...
Rosa! Canto! Sombra! Estrela!
Do Gondoleiro do amor.
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O laço de fita
(Castro Alves)
Não sabes, criança? 'Stou louco de amores...
Prendi meus afetos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.
Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita.
Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo, que os ares agita,
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.
E agora enleada na tênue cadeia
Debalde minh'alma se embate, se irrita...
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
Ó laço de fita!
Meu Deusl As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos repousam nas penas brilhantes...
Mas tu... tens por asas
Um laço de fita.
Há pouco voavas na célere valsa,
Na valsa que anseia, que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...
Beijava-te apenas...
Teu laço de fita.
Mas ai! findo o baile, despindo os adornos
N'alcova onde a vela ciosa... crepita,
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu... fico preso
No laço de fita.
Pois bem! Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova... formosa Pepital
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c'roa...
Teu laço de fita.
Não sabes, criança? 'Stou louco de amores...
Prendi meus afetos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.
Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita.
Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo, que os ares agita,
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.
E agora enleada na tênue cadeia
Debalde minh'alma se embate, se irrita...
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
Ó laço de fita!
Meu Deusl As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos repousam nas penas brilhantes...
Mas tu... tens por asas
Um laço de fita.
Há pouco voavas na célere valsa,
Na valsa que anseia, que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...
Beijava-te apenas...
Teu laço de fita.
Mas ai! findo o baile, despindo os adornos
N'alcova onde a vela ciosa... crepita,
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu... fico preso
No laço de fita.
Pois bem! Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova... formosa Pepital
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c'roa...
Teu laço de fita.
quarta-feira, agosto 11
Just the way you are
(Barry White e Billy Joel)
Don't go changing, trying to please me
You never let me down before
I don't imagine you're too familiar
And I don't see you anymore
I would not leave you in times of trouble
We never could have come this far
I took the good times, I'll take the bad times
I'll take you just the way you are
Don't go trying some new fashion
Don't change the color of your hair
You always have my unspoken passion
Although I might not seem to care
I don't want clever conversation
don't want to work that hard
I just want some someone to talk to
I want you just the way you are.
I need to know that you will always be
The same old someone that I knew
What will it take till you believe in me
The way that I believe in you.
I said I love you and that's forever
And this I promise from my heart
I could not love you any better
I love you just the way you are.
I don't want clever conversation
don't want to work that hard
I just want some someone to talk to
I want you just the way you are.
Do jeito que você é
Não se modifique
Tentando me agradar;
Você nunca me desagradou ...
Eu não me canso de ter você sempre a mesma
Mas eu não lhe vejo mais como você é
Eu não a deixaria em tempos de difíceis
Nós nunca chegaríamos tão longe
Eu peguei os bons tempos,
E vou pegar os ruins
Eu vou ter você do jeito que você é
Não vá tentar a última moda
Não mude a cor do seu cabelo
Você sempre foi minha paixão secreta
Apesar de eu parecer não estar nem aí
Eu não preciso de um papo inteligente,
Não quero ter tanto trabalho
Eu só preciso de alguém para conversar
Eu quero você do jeito que você é ...
Eu preciso saber que você será sempre
A mesma pessoa que eu conheci
O que precisa acontecer para você acreditar em mim
Do mesmo jeito que eu acredito em você?
Eu disse que eu te amo e isso é para sempre
E isso eu prometo do fundo do meu coração
É impossível um amor maior, melhor...
Eu amo você do jeito que você é ...
Eu não preciso de um papo inteligente,
Não quero ter tanto trabalho
Eu só preciso de alguém para conversar
Eu quero você do jeito que você é ...
Don't go changing, trying to please me
You never let me down before
I don't imagine you're too familiar
And I don't see you anymore
I would not leave you in times of trouble
We never could have come this far
I took the good times, I'll take the bad times
I'll take you just the way you are
Don't go trying some new fashion
Don't change the color of your hair
You always have my unspoken passion
Although I might not seem to care
I don't want clever conversation
don't want to work that hard
I just want some someone to talk to
I want you just the way you are.
I need to know that you will always be
The same old someone that I knew
What will it take till you believe in me
The way that I believe in you.
I said I love you and that's forever
And this I promise from my heart
I could not love you any better
I love you just the way you are.
I don't want clever conversation
don't want to work that hard
I just want some someone to talk to
I want you just the way you are.
Do jeito que você é
Não se modifique
Tentando me agradar;
Você nunca me desagradou ...
Eu não me canso de ter você sempre a mesma
Mas eu não lhe vejo mais como você é
Eu não a deixaria em tempos de difíceis
Nós nunca chegaríamos tão longe
Eu peguei os bons tempos,
E vou pegar os ruins
Eu vou ter você do jeito que você é
Não vá tentar a última moda
Não mude a cor do seu cabelo
Você sempre foi minha paixão secreta
Apesar de eu parecer não estar nem aí
Eu não preciso de um papo inteligente,
Não quero ter tanto trabalho
Eu só preciso de alguém para conversar
Eu quero você do jeito que você é ...
Eu preciso saber que você será sempre
A mesma pessoa que eu conheci
O que precisa acontecer para você acreditar em mim
Do mesmo jeito que eu acredito em você?
Eu disse que eu te amo e isso é para sempre
E isso eu prometo do fundo do meu coração
É impossível um amor maior, melhor...
Eu amo você do jeito que você é ...
Eu não preciso de um papo inteligente,
Não quero ter tanto trabalho
Eu só preciso de alguém para conversar
Eu quero você do jeito que você é ...
quinta-feira, julho 15
Amor perfeito
(Ivor Lancellotti / Paulo Cesar Pinheiro)
O meu amor vê teu amor assim
Assim como um jardim
De flores novas
Por teu amor
O meu amor sem fim
Plantou dentro de mim
Um “pé de trovas”
E cada verso
É um botão de flor
Anunciando o amor
A primavera
Que faz do tempo uma quimera
E a nossa vida mais sincera
E o nosso amor, um grande amor
Teu coração
Jardim dos meus jardins
Me cobre de jasmins
Cravos e rosas
Meu coração
Teu carrilhão de sons
Te enfeita de canções
Versos e prosas
Cada canção é feito um beija-flor
Beijando o meu amor
Em nosso leito
Fazendo um ninho em nosso peito
Um ninho amor, de amor perfeito
E desse amor
Perfeito amor...
O meu amor vê teu amor assim
Assim como um jardim
De flores novas
Por teu amor
O meu amor sem fim
Plantou dentro de mim
Um “pé de trovas”
E cada verso
É um botão de flor
Anunciando o amor
A primavera
Que faz do tempo uma quimera
E a nossa vida mais sincera
E o nosso amor, um grande amor
Teu coração
Jardim dos meus jardins
Me cobre de jasmins
Cravos e rosas
Meu coração
Teu carrilhão de sons
Te enfeita de canções
Versos e prosas
Cada canção é feito um beija-flor
Beijando o meu amor
Em nosso leito
Fazendo um ninho em nosso peito
Um ninho amor, de amor perfeito
E desse amor
Perfeito amor...
sexta-feira, junho 25
quinta-feira, junho 24
João e Maria
(Chico Buarque de Holanda)
Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?
Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?
Mulheres de Atenas
(Chico Buarque)
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obcenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas
Elas não tem gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obcenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas
Elas não tem gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
domingo, abril 25
Can't Take My Eyes Off Of You
(Frankie Vali)
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch,
I wanna hold you so much
At long last love has arrived,
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
Pardon the way that I stare,
There's nothing else to compare
The sight of you leaves me weak,
There are no words I can speak
God if you feel like I feel,
Please let me know that it's real
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
I love you baby, and if it's quite alright,
I need you baby, you warm my lonely nights
I love you baby, trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray,
Oh pretty baby, now that I've found you stay
And let me love you baby, let me love you...
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch,
I wanna hold you so much
At long last love has arrived,
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
I love you baby, and if it's quite alright,
I need you baby, you warm my lonely nights
I love you baby, trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray,
Oh pretty baby, now that I've found you stay
Oh pretty baby trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray,
Oh pretty baby, now that I've found you stay
And let me love you baby, let me love you...
Não Consigo Tirar Meus Olhos De Você
(Frankie Vali)
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você.
Você inalcançável como o céu,
Eu quero tanto te abraçar.
Finalmente chegou o amor,
E agradeço a Deus por estar vivo.
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você...
Perdoe como eu olho você,
Não existe nada que se compare.
Ver você me deixa tonto,
Sem palavras para lhe dizer.
Deus, se você se sente como eu me sinto
Por favor, deixe-me saber que é real.
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você...
Amo você garota, e se ta tudo certo.
Amo você garota, você preenche minhas noites solitárias,
Amo você garota, acredite quando eu digo.
Oh garota linda, não me deixe pra baixo, eu suplico.
Preciso de você, garota; agora que a encontrei, fique
E me deixe lhe amar, garota, me deixe lhe amar...
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você.
Você inalcançável como o céu,
Eu quero tanto te abraçar.
Finalmente chegou o amor,
E agradeço a Deus por estar vivo.
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você...
Amo você garota, e se ta tudo certo.
Preciso de você garota, você preenche minhas noites solitárias,
Amo você garota, acredite quando eu digo.
Oh garota linda, não me deixe pra baixo, eu suplico.
Oh garota linda; agora que a encontrei, fique
E me deixe lhe amar, garota, me deixe lhe amar...
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch,
I wanna hold you so much
At long last love has arrived,
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
Pardon the way that I stare,
There's nothing else to compare
The sight of you leaves me weak,
There are no words I can speak
God if you feel like I feel,
Please let me know that it's real
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
I love you baby, and if it's quite alright,
I need you baby, you warm my lonely nights
I love you baby, trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray,
Oh pretty baby, now that I've found you stay
And let me love you baby, let me love you...
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch,
I wanna hold you so much
At long last love has arrived,
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
I love you baby, and if it's quite alright,
I need you baby, you warm my lonely nights
I love you baby, trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray,
Oh pretty baby, now that I've found you stay
Oh pretty baby trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray,
Oh pretty baby, now that I've found you stay
And let me love you baby, let me love you...
Não Consigo Tirar Meus Olhos De Você
(Frankie Vali)
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você.
Você inalcançável como o céu,
Eu quero tanto te abraçar.
Finalmente chegou o amor,
E agradeço a Deus por estar vivo.
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você...
Perdoe como eu olho você,
Não existe nada que se compare.
Ver você me deixa tonto,
Sem palavras para lhe dizer.
Deus, se você se sente como eu me sinto
Por favor, deixe-me saber que é real.
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você...
Amo você garota, e se ta tudo certo.
Amo você garota, você preenche minhas noites solitárias,
Amo você garota, acredite quando eu digo.
Oh garota linda, não me deixe pra baixo, eu suplico.
Preciso de você, garota; agora que a encontrei, fique
E me deixe lhe amar, garota, me deixe lhe amar...
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você.
Você inalcançável como o céu,
Eu quero tanto te abraçar.
Finalmente chegou o amor,
E agradeço a Deus por estar vivo.
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você...
Amo você garota, e se ta tudo certo.
Preciso de você garota, você preenche minhas noites solitárias,
Amo você garota, acredite quando eu digo.
Oh garota linda, não me deixe pra baixo, eu suplico.
Oh garota linda; agora que a encontrei, fique
E me deixe lhe amar, garota, me deixe lhe amar...
quinta-feira, abril 22
Cuidado
Cuidado você, inocente
Mantenha sua atenção
Quer você queira quer não
Encontra-se ao seu redor
Em toda espécie de gente
O mal na espécie pior
Observe seu coração
Note o que ali colocaram
Brotou o mal que plantaram
Que você até permitiu?
Maus sentimentos que são
Como erva daninha sutil?
Se afaste do cientista
Fuja de quem sabe tudo
Se distancie sobretudo
Dos donos de toda verdade
Do padre, do comunista
Do político, da maldade
Proteja sua inocência
Não chegue nem perto da porta
Pois pra eles pouco importa
A quem é que irão corromper
Destruirão sem clemência
A quem conseguirem envolver
Contaminam os homens todos
Seu pai, sua Irmã, seu vizinho
E se tal viver tão mesquinho
Se tornou a norma da vida
Torne seus ouvidos surdos
Fuja enquanto há saída
Não deixe que seus sentimentos
Preciosos como eles são
Se gastem de modo tão vão
No lixo que a todos corrompe
Que surge dos rabugentos
E note que o mal se interrompe
Viva essa vida que é sua
Poucos irão compreender
Mas cuide que o seu viver
Em plena felicidade
Lance no olho da rua
O banal, a mediocridade.
Mantenha sua atenção
Quer você queira quer não
Encontra-se ao seu redor
Em toda espécie de gente
O mal na espécie pior
Observe seu coração
Note o que ali colocaram
Brotou o mal que plantaram
Que você até permitiu?
Maus sentimentos que são
Como erva daninha sutil?
Se afaste do cientista
Fuja de quem sabe tudo
Se distancie sobretudo
Dos donos de toda verdade
Do padre, do comunista
Do político, da maldade
Proteja sua inocência
Não chegue nem perto da porta
Pois pra eles pouco importa
A quem é que irão corromper
Destruirão sem clemência
A quem conseguirem envolver
Contaminam os homens todos
Seu pai, sua Irmã, seu vizinho
E se tal viver tão mesquinho
Se tornou a norma da vida
Torne seus ouvidos surdos
Fuja enquanto há saída
Não deixe que seus sentimentos
Preciosos como eles são
Se gastem de modo tão vão
No lixo que a todos corrompe
Que surge dos rabugentos
E note que o mal se interrompe
Viva essa vida que é sua
Poucos irão compreender
Mas cuide que o seu viver
Em plena felicidade
Lance no olho da rua
O banal, a mediocridade.
quarta-feira, abril 21
O espelho
(Manuel Bandeira)
Ardo em desejo na tarde que arde!
Oh, como é belo dentro de mim
Teu corpo de ouro no fim da tarde:
Teu corpo que arde dentro de mim
Que ardo contigo no fim da tarde!
Num espelho sobrenatural,
No infinito (e esse espelho é o infinito?...)
Vejo-te nua, como num rito,
À luz também sobrenatural,
Dentro de mim, nua no infinito!
De novo em posse da virgindade,
-Virgem, mas sabendo toda a vida
No ambiente da minha soledade,
De pé, toda nua, na virgindade
Da revelação primeira da vida
Ardo em desejo na tarde que arde!
Oh, como é belo dentro de mim
Teu corpo de ouro no fim da tarde:
Teu corpo que arde dentro de mim
Que ardo contigo no fim da tarde!
Num espelho sobrenatural,
No infinito (e esse espelho é o infinito?...)
Vejo-te nua, como num rito,
À luz também sobrenatural,
Dentro de mim, nua no infinito!
De novo em posse da virgindade,
-Virgem, mas sabendo toda a vida
No ambiente da minha soledade,
De pé, toda nua, na virgindade
Da revelação primeira da vida
Desencanto
(Manuel Bandeira)
Eu faço versos como quem chora
De desalento... De desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... Remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.
Eu faço versos como quem chora
De desalento... De desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... Remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.
Versos escritos n’água
(Manuel Bandeira)
Os poucos versos que aí vão,
Em lugar de outros é que os ponho
Tu que me lês, deixo ao teu sonho
Imaginar como serão
Neles porás tua tristeza
Ou bem teu júbilo, e talvez
Lhes acharás, tu que me lês
Alguma sombra de beleza...
Quem os ouviu não os amou.
Meus pobres versos comovidos!
Por isso fiquem esquecidos
Onde o mau vento os atirou
Os poucos versos que aí vão,
Em lugar de outros é que os ponho
Tu que me lês, deixo ao teu sonho
Imaginar como serão
Neles porás tua tristeza
Ou bem teu júbilo, e talvez
Lhes acharás, tu que me lês
Alguma sombra de beleza...
Quem os ouviu não os amou.
Meus pobres versos comovidos!
Por isso fiquem esquecidos
Onde o mau vento os atirou
Madrigal
(Manuel Bandeira)
A luz do sol bate na lua
Bate na lua, cai no mar
Do mar ascende à face tua
Vem reluzir em teu olhar
E olhas nos olhos solitários
Nos olhos que são teus... É assim
Que eu sinto em êxtases lunários
A luz do sol cantar em mim...
A luz do sol bate na lua
Bate na lua, cai no mar
Do mar ascende à face tua
Vem reluzir em teu olhar
E olhas nos olhos solitários
Nos olhos que são teus... É assim
Que eu sinto em êxtases lunários
A luz do sol cantar em mim...
Testamento
(Manuel Bandeira)
O que não tenho e desejo
É que melhor me enriquece.
Tive uns dinheiros - perdi-os...
Tive amores - esqueci-os.
Mas no maior desespero
Rezei: ganhei essa prece.
Vi terras da minha terra.
Por outras terras andei.
Mas o que ficou marcado
No meu olhar fatigado,
Foram terras que inventei.
Gosto muito de crianças:
Não tive um filho de meu.
Um filho!... Não foi de jeito...
Mas trago dentro do peito
Meu filho que não nasceu.
Criou-me, desde eu menino
Para arquiteto meu pai.
Foi-se-me um dia a saúde...
Fiz-me arquiteto? Não pude!
Sou poeta menor, perdoai!
Não faço versos de guerra.
Não faço porque não sei.
Mas num torpedo-suicida
Darei de bom grado a vida
Na luta em que não lutei!
O que não tenho e desejo
É que melhor me enriquece.
Tive uns dinheiros - perdi-os...
Tive amores - esqueci-os.
Mas no maior desespero
Rezei: ganhei essa prece.
Vi terras da minha terra.
Por outras terras andei.
Mas o que ficou marcado
No meu olhar fatigado,
Foram terras que inventei.
Gosto muito de crianças:
Não tive um filho de meu.
Um filho!... Não foi de jeito...
Mas trago dentro do peito
Meu filho que não nasceu.
Criou-me, desde eu menino
Para arquiteto meu pai.
Foi-se-me um dia a saúde...
Fiz-me arquiteto? Não pude!
Sou poeta menor, perdoai!
Não faço versos de guerra.
Não faço porque não sei.
Mas num torpedo-suicida
Darei de bom grado a vida
Na luta em que não lutei!
A estrela
(Manuel Bandeira)
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
O inutil luar
(Manuel Bandeira)
É noite.
A Lua, ardente e terna,
Verte na solidão sombria
A sua imensa, a sua eterna melancolia . . .
Dormem as sombras na alameda
Ao longo do ermo Piabanha.
E dele um ruído vem de seda
Que se amarfanha . . .
No largo, sob os jambolanos,
Procuro a sombra embalsamada.
(Noite, consolo dos humanos!
Sombra sagrada!)
Um velho senta-se ao meu lado.
Medita. Há no seu rosto uma ânsia . . .
Talvez se lembre aqui, coitado!
De sua infância.
Ei-lo que saca de um papel . . .
Dobra-o direito, ajusta as pontas,
E pensativo, a olhar o anel,
Faz umas contas . . .
Com outro moço que se cala,
Fala um de compleição raquítica.
Presto atenção ao que ele fala:
— É de política.
Adiante uma senhora magra,
Em ampla charpa que a modela,
Lembra uma estátua de Tanagra.
E, junto dela,
Outra a entretém, a conversar:
— "Mamãe não avisou se vinha.
Se ela vier, mando matar
Uma galinha."
E embalde a Lua, ardente e terna,
Verte na solidão sombria
A sua imensa, a sua eterna
Melancolia . . .
É noite.
A Lua, ardente e terna,
Verte na solidão sombria
A sua imensa, a sua eterna melancolia . . .
Dormem as sombras na alameda
Ao longo do ermo Piabanha.
E dele um ruído vem de seda
Que se amarfanha . . .
No largo, sob os jambolanos,
Procuro a sombra embalsamada.
(Noite, consolo dos humanos!
Sombra sagrada!)
Um velho senta-se ao meu lado.
Medita. Há no seu rosto uma ânsia . . .
Talvez se lembre aqui, coitado!
De sua infância.
Ei-lo que saca de um papel . . .
Dobra-o direito, ajusta as pontas,
E pensativo, a olhar o anel,
Faz umas contas . . .
Com outro moço que se cala,
Fala um de compleição raquítica.
Presto atenção ao que ele fala:
— É de política.
Adiante uma senhora magra,
Em ampla charpa que a modela,
Lembra uma estátua de Tanagra.
E, junto dela,
Outra a entretém, a conversar:
— "Mamãe não avisou se vinha.
Se ela vier, mando matar
Uma galinha."
E embalde a Lua, ardente e terna,
Verte na solidão sombria
A sua imensa, a sua eterna
Melancolia . . .
domingo, março 28
Por que te amo?
Por que te amo?
Seria simples dizer
Falar dos teus olhos
Tua boca, teu rosto
Amo todo teu ser
Por que te amo?
Pelo mesmo motivo
Que o sol ama a lua
Uma energia superior
Une minha alma a tua
Por que te amo?
Como posso te dizer?
O amor não tem razão
Amor vem do coração
De cada fibra do meu ser
Seria simples dizer
Falar dos teus olhos
Tua boca, teu rosto
Amo todo teu ser
Por que te amo?
Pelo mesmo motivo
Que o sol ama a lua
Uma energia superior
Une minha alma a tua
Por que te amo?
Como posso te dizer?
O amor não tem razão
Amor vem do coração
De cada fibra do meu ser
terça-feira, março 16
A linha e o linho
(Gilberto Gil)
É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando, ponto a ponto, nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O ziguezague do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa da paixão
A sua vida, o meu caminho, nosso amor
Você a linha, e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado a casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza
É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando, ponto a ponto, nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O ziguezague do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa da paixão
A sua vida, o meu caminho, nosso amor
Você a linha, e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado a casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza
quinta-feira, março 4
O mar e o lago
(Gilberto Gil)
Rugas no rosto moreno
Ondas no lago sereno
Vento repentino
Ares de menino
Fugas de brigas de rua
Luas e luas e luas
Repentina paz
Meu velho rapaz
O velho Mário Lago
O velho, o mar e o lago
O mar e o lago
A alma bem resolvida
A embarcação ancorada
Mar incorporado
Mares do passado
Aqui agora o presente
Lago tranquilo da mente
Paz no coração
Meu amado irmão
O velho Mário Lago
O velho, o mar e o lago
O mar e o lago
Rugas no rosto moreno
Ondas no lago sereno
Vento repentino
Ares de menino
Fugas de brigas de rua
Luas e luas e luas
Repentina paz
Meu velho rapaz
O velho Mário Lago
O velho, o mar e o lago
O mar e o lago
A alma bem resolvida
A embarcação ancorada
Mar incorporado
Mares do passado
Aqui agora o presente
Lago tranquilo da mente
Paz no coração
Meu amado irmão
O velho Mário Lago
O velho, o mar e o lago
O mar e o lago
segunda-feira, fevereiro 22
My way
(Claude François/Jacques Revaux/Paul Anka)
And now the end is near
So I face the final curtain
My friend, I'll say it clear
I'll state my case of which I'm certain
I've lived a life that's full
I've travelled each and every highway
And more, much more than this
I did it my way
Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exception
I planned each charted course
Each careful step along the by way
Oh, and more, much more than this
I did it my way
Yes, there were times, I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall
And did it my way
I've loved, I've laughed and cried
I've had my fails, my share of losing
And now as tears subside
I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way
Oh, no, no not me
I did it my way
For what is a man, what has he got
If not himself, then he has not
To say the things he truly feels
And not the words he would reveal
The record shows I took the blows
And did it my way
Do meu jeito
E agora o fim está próximo
Então eu encaro o fechar das cortinas
Meu amigo, Eu vou falar claro
Eu exponho meu caso do qual tenho certeza
Eu vivi uma vida plena
Eu viajei por cada uma das suas estradas
E mais, muito mais que isso,
Eu fiz do meu jeito
Remorsos, eu tive um pouco
Mas tão poucos que nem vale a pena lembrar
Eu fiz, o que eu tinha que fazer
E sabia sempre o que estava fazendo
Eu planejei cada detalhe do caminho
Cada passo cuidadoso ao longo da trilha
Oh, mais, muito mais que isso.
Eu fiz do meu jeito
Você certamente percebeu que tinha momentos
Em que eu queria morder mais que eu podia mastigar
Mas, no entanto, mesmo quando havia dúvidas
Eu engolia e ruminava
Encarei tudo de frente e permaneci grande
E fiz isso do meu jeito
Amei, ri e chorei
Tive minhas falhas, minha parte nas derrotas
E agora conforme as lágrimas diminuem
Eu acho isso tão divertido
De pensar que eu fiz tudo isso
Digo até, de modo bem indiscreto
Oh não, não eu
Eu fiz do meu jeito
E pra que serve um homem, o que ele alcança
Se não é ele mesmo, então ele não é nada
Para dizer o que ele sente realmente
E não as palavras que ele deveria revelar
Os registros mostram que eu fui detonado ...
E fui do meu jeito
And now the end is near
So I face the final curtain
My friend, I'll say it clear
I'll state my case of which I'm certain
I've lived a life that's full
I've travelled each and every highway
And more, much more than this
I did it my way
Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exception
I planned each charted course
Each careful step along the by way
Oh, and more, much more than this
I did it my way
Yes, there were times, I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall
And did it my way
I've loved, I've laughed and cried
I've had my fails, my share of losing
And now as tears subside
I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way
Oh, no, no not me
I did it my way
For what is a man, what has he got
If not himself, then he has not
To say the things he truly feels
And not the words he would reveal
The record shows I took the blows
And did it my way
Do meu jeito
E agora o fim está próximo
Então eu encaro o fechar das cortinas
Meu amigo, Eu vou falar claro
Eu exponho meu caso do qual tenho certeza
Eu vivi uma vida plena
Eu viajei por cada uma das suas estradas
E mais, muito mais que isso,
Eu fiz do meu jeito
Remorsos, eu tive um pouco
Mas tão poucos que nem vale a pena lembrar
Eu fiz, o que eu tinha que fazer
E sabia sempre o que estava fazendo
Eu planejei cada detalhe do caminho
Cada passo cuidadoso ao longo da trilha
Oh, mais, muito mais que isso.
Eu fiz do meu jeito
Você certamente percebeu que tinha momentos
Em que eu queria morder mais que eu podia mastigar
Mas, no entanto, mesmo quando havia dúvidas
Eu engolia e ruminava
Encarei tudo de frente e permaneci grande
E fiz isso do meu jeito
Amei, ri e chorei
Tive minhas falhas, minha parte nas derrotas
E agora conforme as lágrimas diminuem
Eu acho isso tão divertido
De pensar que eu fiz tudo isso
Digo até, de modo bem indiscreto
Oh não, não eu
Eu fiz do meu jeito
E pra que serve um homem, o que ele alcança
Se não é ele mesmo, então ele não é nada
Para dizer o que ele sente realmente
E não as palavras que ele deveria revelar
Os registros mostram que eu fui detonado ...
E fui do meu jeito
sexta-feira, fevereiro 19
Agua e luz
Tavito e Ricardo Magno
De manhã, acorda pensamento e voa devagar
Revela o sentimento que se esconde no olhar
Não tem porque temer se tanta emoção
Pode falar por nós e ser a nossa voz
E é assim que eu te sinto perto de mim
Como a gente quis, ser feliz
Sem ter mais que explicar a razão (só ser)
Respirar nosso cheiro de amor, nosso ar
Nunca mais parar, céu e chão
Todo dia desejo e a fascinação
Água a luz, reflexo de uma estrela na beira do mar
Lágrimas, segredo que se esconde no olhar
Estou perto de ser bandido ou herói
Perdido na ilusão dentro do seu coração
De manhã, acorda pensamento e voa devagar
Revela o sentimento que se esconde no olhar
Não tem porque temer se tanta emoção
Pode falar por nós e ser a nossa voz
E é assim que eu te sinto perto de mim
Como a gente quis, ser feliz
Sem ter mais que explicar a razão (só ser)
Respirar nosso cheiro de amor, nosso ar
Nunca mais parar, céu e chão
Todo dia desejo e a fascinação
Água a luz, reflexo de uma estrela na beira do mar
Lágrimas, segredo que se esconde no olhar
Estou perto de ser bandido ou herói
Perdido na ilusão dentro do seu coração
quarta-feira, fevereiro 10
Viagem
(Música e letra: João de Aquino e Paulo César Pinheiro)
Oh, tristeza me desculpe,
Estou de malas prontas,
Hoje a poesia veio ao meu encontro,
Já raiou o dia, vamos viajar !
Vamos indo de carona,
Na garupa leve do vento macio,
Que vem caminhando,
Desde muito longe, lá do fim do mar,
Vamos visitar a estrela da manhã raiada,
Que pensei, perdida pela madrugada,
Mas que vai escondida,
Querendo brincar,
Senta nessa nuvem clara,
Minha poesia, anda, se prepara,
Traz uma cantiga,
Vamos espalhando música no ar,
Olha quantas aves brancas,
Minha poesia, dançam nossa valsa,
Pelo céu, que o dia,
Fez todo bordado de raios de sol,
Oh, poesia, me ajude.
Vou colher avencas,
Lírios, rosas, dálias,
Pelos campos verdes,
Que você batiza,
De Jardins do Céu.
Mas, pode ficar tranqüila,
Minha poesia,
Pois nós voltaremos,
Numa estrela-guia,
Num clarão de lua,
Quando serenar...
Ou, talvez até, quem sabe ?
Nos só voltaremos,
Num cavalo baio,
No alazão da noite,
Cujo nome é raio
Raio de Luar...
Oh, tristeza me desculpe,
Estou de malas prontas,
Hoje a poesia veio ao meu encontro,
Já raiou o dia, vamos viajar !
Vamos indo de carona,
Na garupa leve do vento macio,
Que vem caminhando,
Desde muito longe, lá do fim do mar,
Vamos visitar a estrela da manhã raiada,
Que pensei, perdida pela madrugada,
Mas que vai escondida,
Querendo brincar,
Senta nessa nuvem clara,
Minha poesia, anda, se prepara,
Traz uma cantiga,
Vamos espalhando música no ar,
Olha quantas aves brancas,
Minha poesia, dançam nossa valsa,
Pelo céu, que o dia,
Fez todo bordado de raios de sol,
Oh, poesia, me ajude.
Vou colher avencas,
Lírios, rosas, dálias,
Pelos campos verdes,
Que você batiza,
De Jardins do Céu.
Mas, pode ficar tranqüila,
Minha poesia,
Pois nós voltaremos,
Numa estrela-guia,
Num clarão de lua,
Quando serenar...
Ou, talvez até, quem sabe ?
Nos só voltaremos,
Num cavalo baio,
No alazão da noite,
Cujo nome é raio
Raio de Luar...
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Paulo Cesar Pinheiro,
Poesia
sábado, fevereiro 6
Años
(Pablo Milanés)
El tiempo pasa nos vamos poniendo viejos
Yo el amor no lo reflejo como ayer
En cada conversación cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo de razón
Passam os anos e como muda o que eu sinto
O que ontem era amor vai se tornando outro sentimento
Porque anos atrás tomar tua mão roubar-te um beijo
Sem forçar o momento fazia parte de uma verdade
El tiempo pasa nos vamos poniendo viejos
Yo el amor no lo reflejo como ayer (como ayer)
En cada conversación cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo de razón
Vamos viviendo viendo las horas
Que van pasando las viejas discusiones
Se van perdiendo entre las razones
A todo dices que si a nada digo que no para poder construir
Esa tremenda armonia que pone viejo los corazones
Porque el tiempo pasa nos vamos poniendo viejos
Yo el amor no lo reflejo como ayer
En cada conversación cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo de temor
Vamos vivendo vendo as horas
Que vão passando as velhas discussões
Vão se perdendo entre as razões
A tudo dizes que sim a nada digo que no para poder construir
Esa tremenda armonia que pone viejo los corazones
El tiempo pasa nos vamos poniendo viejos
Yo el amor no lo reflejo como ayer
En cada conversación cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo de razón
Porque el tiempo pasa nos vamos poniendo viejos
Yo el amor no lo reflejo como ayer
Anos
O tempo passa e vamos ficando velhos
E em mim o amor já não brilha como então
Em cada conversa, cada beijo, cada abraço
Se interpõe sempre um pedaço de razão.
Passam os anos e como muda o que eu sinto
O que ontem era amor vai se tornando outro sentimento
Porque anos atrás tomar tua mão roubar-te um beijo
Sem forçar o momento fazia parte de uma verdade
O tempo passa e vamos ficando velhos
E em mim o amor já não brilha como então
Em cada conversa, cada beijo, cada abraço
Se interpõe sempre um pedaço de razão.
Vamos vivendo vendo as horas que vão passando
As velhas discussões
Vão se perdendo entre as razões
A tudo digo que sim
A nada digo que não, para poder construir
Essa tremenda harmonia que tornam velhos os corações
Porque o tempo passa e vamos ficando velhos
E em mim o amor já não brilha como então
Em cada conversa, cada beijo, cada abraço
Se interpõe sempre um pedaço de temor
Vamos vivendo vendo as horas que vão passando
As velhas discussões
Vão se perdendo entre as razões
El tiempo pasa nos vamos poniendo viejos
Yo el amor no lo reflejo como ayer
En cada conversación cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo de razón
Passam os anos e como muda o que eu sinto
O que ontem era amor vai se tornando outro sentimento
Porque anos atrás tomar tua mão roubar-te um beijo
Sem forçar o momento fazia parte de uma verdade
El tiempo pasa nos vamos poniendo viejos
Yo el amor no lo reflejo como ayer (como ayer)
En cada conversación cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo de razón
Vamos viviendo viendo las horas
Que van pasando las viejas discusiones
Se van perdiendo entre las razones
A todo dices que si a nada digo que no para poder construir
Esa tremenda armonia que pone viejo los corazones
Porque el tiempo pasa nos vamos poniendo viejos
Yo el amor no lo reflejo como ayer
En cada conversación cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo de temor
Vamos vivendo vendo as horas
Que vão passando as velhas discussões
Vão se perdendo entre as razões
A tudo dizes que sim a nada digo que no para poder construir
Esa tremenda armonia que pone viejo los corazones
El tiempo pasa nos vamos poniendo viejos
Yo el amor no lo reflejo como ayer
En cada conversación cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo de razón
Porque el tiempo pasa nos vamos poniendo viejos
Yo el amor no lo reflejo como ayer
Anos
O tempo passa e vamos ficando velhos
E em mim o amor já não brilha como então
Em cada conversa, cada beijo, cada abraço
Se interpõe sempre um pedaço de razão.
Passam os anos e como muda o que eu sinto
O que ontem era amor vai se tornando outro sentimento
Porque anos atrás tomar tua mão roubar-te um beijo
Sem forçar o momento fazia parte de uma verdade
O tempo passa e vamos ficando velhos
E em mim o amor já não brilha como então
Em cada conversa, cada beijo, cada abraço
Se interpõe sempre um pedaço de razão.
Vamos vivendo vendo as horas que vão passando
As velhas discussões
Vão se perdendo entre as razões
A tudo digo que sim
A nada digo que não, para poder construir
Essa tremenda harmonia que tornam velhos os corações
Porque o tempo passa e vamos ficando velhos
E em mim o amor já não brilha como então
Em cada conversa, cada beijo, cada abraço
Se interpõe sempre um pedaço de temor
Vamos vivendo vendo as horas que vão passando
As velhas discussões
Vão se perdendo entre as razões
O olhar do amor
(Simone Junqueira)
O olhar do amor faz sorrir,
O olhar do amor faz sonhar,
Faz viver, imaginar,
Sentir sem tocar.
O olhar do amor acalenta,
Sustenta, transforma,
Faz ser livre e voar,
Viajar sem sair do lugar.
O olhar do amor faz do minuto uma eternidade,
Da eternidade um minuto.
O olhar do amor faz entender,
Suspirar, faz chorar por um dia,
E sorrir por uma vida,
Porque transforma a paixão em plena alegria.
O olhar do amor faz sorrir,
O olhar do amor faz sonhar,
Faz viver, imaginar,
Sentir sem tocar.
O olhar do amor acalenta,
Sustenta, transforma,
Faz ser livre e voar,
Viajar sem sair do lugar.
O olhar do amor faz do minuto uma eternidade,
Da eternidade um minuto.
O olhar do amor faz entender,
Suspirar, faz chorar por um dia,
E sorrir por uma vida,
Porque transforma a paixão em plena alegria.
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terça-feira, janeiro 26
Chorando no campo
(Lobão )
A chuva cai chorando
E meu amor vai e vem
No céu só uma rede vai me vai levando
A noite além da noite
Me faz lembrar que eu não vivi
E toda essa história esse segredo
Memórias de um vendaval
Pela estrada enquanto eu passo
O cinema é só ilusão
Vou chorando pelo campo
No meio do temporal
A chuva da saudade
De algum lugar que eu nunca fui
E o vento vai soprando chuva
Distante
A chuva cai chorando
E meu amor vai e vem
No céu só uma rede vai me vai levando
A noite além da noite
Me faz lembrar que eu não vivi
E toda essa história esse segredo
Memórias de um vendaval
Pela estrada enquanto eu passo
O cinema é só ilusão
Vou chorando pelo campo
No meio do temporal
A chuva da saudade
De algum lugar que eu nunca fui
E o vento vai soprando chuva
Distante
sexta-feira, janeiro 15
Cegueira
O amor é cego
Mas isso não é defeito
Tem mãos, narinas e ouvidos
Ele apenas fecha os olhos
E disso ele tira o proveito
Aprecia com outros sentidos
Fecha os olhos o amor
Para escutar a melodia
Que lhe tira a sanidade
Apura bem seus ouvidos
Escuta você todo dia
Em completa intensidade
Ele faz questão de não ver
Se vale do uso do olfato
Que mais apurado decerto
Aprecia melhor seu perfume
E isso é vantagem de fato
Saber se você está por perto
Não enxerga o amor por volúpia
Compreendendo bem seu calor
Se deleita ao contato da pele
Envolvido em toques, caricias
Se desperta em intenso furor
Faz que sua intenção se revele
Tens dó deste fingidor?
O amor só deixa de olhar
Ocultando nisto desejos
Se faz valer da cegueira
Para sentir nos lábios o paladar
Do suave toque dos beijos
O amor é mesmo cego?
Eu não acredito nisso
Não dá pra enganar ninguém
Que cego nada meu amigo
Não da para sentir pena
Ele enxerga é muito bem
Mas isso não é defeito
Tem mãos, narinas e ouvidos
Ele apenas fecha os olhos
E disso ele tira o proveito
Aprecia com outros sentidos
Fecha os olhos o amor
Para escutar a melodia
Que lhe tira a sanidade
Apura bem seus ouvidos
Escuta você todo dia
Em completa intensidade
Ele faz questão de não ver
Se vale do uso do olfato
Que mais apurado decerto
Aprecia melhor seu perfume
E isso é vantagem de fato
Saber se você está por perto
Não enxerga o amor por volúpia
Compreendendo bem seu calor
Se deleita ao contato da pele
Envolvido em toques, caricias
Se desperta em intenso furor
Faz que sua intenção se revele
Tens dó deste fingidor?
O amor só deixa de olhar
Ocultando nisto desejos
Se faz valer da cegueira
Para sentir nos lábios o paladar
Do suave toque dos beijos
O amor é mesmo cego?
Eu não acredito nisso
Não dá pra enganar ninguém
Que cego nada meu amigo
Não da para sentir pena
Ele enxerga é muito bem
O velho
(Chico Buarque)
O velho sem conselhos
De joelhos
De partida
Carrega com certeza
Todo o peso
Da sua vida
Então eu lhe pergunto pelo amor
A vida iteira, diz que se guardou
Do carnaval, da brincadeira
Que ele não brincou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
Só a caminhada
Longa, pra nenhum lugar
O velho de partida
Deixa a vida
Sem saudades
Sem dívida, sem saldo
Sem rival
Ou amizade
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me diz que sempre se escondeu
Não se comprometeu
Nem nunca se entregou
E diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
E eu vejo a triste estrada
Onde um dia eu vou parar
O velho vai-se agora
Vai-se embora
Sem bagagem
Não sabe pra que veio
Foi passeio
Foi passagem
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me é franco
Mostra um verso manco
De um caderno em branco
Que já fechou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Não
Foi tudo escrito em vão
E eu lhe peço perdão
Mas não vou lastimar
O velho sem conselhos
De joelhos
De partida
Carrega com certeza
Todo o peso
Da sua vida
Então eu lhe pergunto pelo amor
A vida iteira, diz que se guardou
Do carnaval, da brincadeira
Que ele não brincou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
Só a caminhada
Longa, pra nenhum lugar
O velho de partida
Deixa a vida
Sem saudades
Sem dívida, sem saldo
Sem rival
Ou amizade
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me diz que sempre se escondeu
Não se comprometeu
Nem nunca se entregou
E diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
E eu vejo a triste estrada
Onde um dia eu vou parar
O velho vai-se agora
Vai-se embora
Sem bagagem
Não sabe pra que veio
Foi passeio
Foi passagem
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me é franco
Mostra um verso manco
De um caderno em branco
Que já fechou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Não
Foi tudo escrito em vão
E eu lhe peço perdão
Mas não vou lastimar
quinta-feira, janeiro 14
Caravana
(Geraldo Azevedo e Alceu Valença)
Corra não pare, não pense demais
Repare essas velas no cais
Que a vida cigana
É caravana
É pedra de gelo ao sol
Degelou teus olhos tão sós
Num mar de água clara
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segunda-feira, janeiro 11
Palavras
(Gonzaguinha)
Palavras, palavras, palavras
Eu já não agüento mais
Palavras, palavras, palavras
Você só fala, promete e nada faz
Palavras, palavras, palavras
Desde quando sorrir é ser feliz?
Cantar nunca foi só de alegria
Com tempo ruim
Todo mundo também dá bom dia!
Cantar nunca foi só de alegria
Com tempo ruim
todo mundo também dá bom dia!
Palavras, palavras, palavras
Eu já não agüento mais
Palavras, palavras, palavras
Você só fala, promete e nada faz
Palavras, palavras, palavras
Desde quando sorrir é ser feliz?
Cantar nunca foi só de alegria
Com tempo ruim
Todo mundo também dá bom dia!
Cantar nunca foi só de alegria
Com tempo ruim
todo mundo também dá bom dia!
domingo, janeiro 10
Corsário
(João Bosco e Aldir Blanc)
Meu coração tropical está coberto de neve mas
Ferve em seu cofre gelado
E à voz vibra e a mão escreve mar
Bendita lâmina grave que fere a parede e traz
As febres loucas e breves
Que mancham o silêncio e o cais
Roserais nova granada de Espanha
Por você eu teu corsário preso
Vou partir na geleira azul da solidão
E buscar a mão do mar
Me arrastar até o mar
Procurar o mar
Mesmo que eu mande em garrafas
Mensagens por todo o mar
Meu coração tropical partirá esse gelo e irá
Com as garrafas de náufragos
E as rosas partindo o ar
Meu coração tropical está coberto de neve mas
Ferve em seu cofre gelado
E à voz vibra e a mão escreve mar
Bendita lâmina grave que fere a parede e traz
As febres loucas e breves
Que mancham o silêncio e o cais
Roserais nova granada de Espanha
Por você eu teu corsário preso
Vou partir na geleira azul da solidão
E buscar a mão do mar
Me arrastar até o mar
Procurar o mar
Mesmo que eu mande em garrafas
Mensagens por todo o mar
Meu coração tropical partirá esse gelo e irá
Com as garrafas de náufragos
E as rosas partindo o ar
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sexta-feira, janeiro 8
Lua cheia
(Chico Buarque e Toquinho)
Ninguém vai chegar do mar
Nem vai me levar daqui
Nem vai calar minha viola
Que desconsola, chora notas
Pra ninguém ouvir
Minha voz ficou na espreita, na espera
Quem dera abrir meu peito
Cantar feliz
Preparei para você uma lua cheia
E você não veio
E você não quis
Meu violão ficou tão triste, pudera
Quisera abrir janelas
Fazer serão
Mas você me navegou
Mares tão diversos
E eu fiquei sem versos
E eu fiquei em vão
Ninguém vai chegar do mar
Nem vai me levar daqui
Nem vai calar minha viola
Que desconsola, chora notas
Pra ninguém ouvir
Minha voz ficou na espreita, na espera
Quem dera abrir meu peito
Cantar feliz
Preparei para você uma lua cheia
E você não veio
E você não quis
Meu violão ficou tão triste, pudera
Quisera abrir janelas
Fazer serão
Mas você me navegou
Mares tão diversos
E eu fiquei sem versos
E eu fiquei em vão
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quinta-feira, janeiro 7
Eu tenho idéias e razões
(Fernando Pessoa)
Eu tenho idéias e razões,
Conheço a cor dos argumentos
E nunca chego aos corações.
Eu tenho idéias e razões,
Conheço a cor dos argumentos
E nunca chego aos corações.
Uma maior solidão lentamente se aproxima
(Fernando Pessoa)
Uma maior solidão
Lentamente se aproxima
Do meu triste coração.
Enevoa-se-me o ser
Como um olhar a cegar,
A cegar, a escurecer.
Jazo-me sem nexo, ou fim...
Tanto nada quis de nada,
Que hoje nada o quer de mim.
Uma maior solidão
Lentamente se aproxima
Do meu triste coração.
Enevoa-se-me o ser
Como um olhar a cegar,
A cegar, a escurecer.
Jazo-me sem nexo, ou fim...
Tanto nada quis de nada,
Que hoje nada o quer de mim.
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Amor, amor
(Sueli Costa e Cacaso)
Quando o mar
Quando o mar tem mais segredo
Não é quando ele se agita
Nem é quando é tempestade
Nem é quando é ventania
Quando o mar tem mais segredo
É quando é calmaria
Quando o amor
Quando o amor tem mais perigo
Não é quando ele se arrisca
Nem é quando ele se ausenta
Nem quando eu me desespero
Quando o amor tem mais perigo
É quando ele é sincero
Quando o mar
Quando o mar tem mais segredo
Não é quando ele se agita
Nem é quando é tempestade
Nem é quando é ventania
Quando o mar tem mais segredo
É quando é calmaria
Quando o amor
Quando o amor tem mais perigo
Não é quando ele se arrisca
Nem é quando ele se ausenta
Nem quando eu me desespero
Quando o amor tem mais perigo
É quando ele é sincero
quarta-feira, janeiro 6
Chorei
Chorei sentindo a falta que você me faz
Por perceber quanto dependo de você amor
Chorei e nunca mais eu encontrei a minha paz
Não sinto o perfume das rosas nem percebo a sua cor
Chorei até botar pra fora o coração
Pensei que nunca mais iria ser feliz meu bem
E choro todo dia e toda noite em vão
Vivo tentando encontrar você na forma de um outro alguém
Viver sem você é bem pior do que morrer
Me dói não ver você sorrir
Nem mesmo o som da sua voz poder ouvir
Não imagino minha vida sem seu beijo
E não importa aonde olhe é só a você que eu vejo
Entenda este sentimento
De um coração que é só lamento
Que grita por você ao léu
Aos quatro ventos pelo céu
Agora espero que ouvindo esta canção
Você entre pela porta aberta do meu coração
(Choro negro – música de Paulinho da Viola)
Por perceber quanto dependo de você amor
Chorei e nunca mais eu encontrei a minha paz
Não sinto o perfume das rosas nem percebo a sua cor
Chorei até botar pra fora o coração
Pensei que nunca mais iria ser feliz meu bem
E choro todo dia e toda noite em vão
Vivo tentando encontrar você na forma de um outro alguém
Viver sem você é bem pior do que morrer
Me dói não ver você sorrir
Nem mesmo o som da sua voz poder ouvir
Não imagino minha vida sem seu beijo
E não importa aonde olhe é só a você que eu vejo
Entenda este sentimento
De um coração que é só lamento
Que grita por você ao léu
Aos quatro ventos pelo céu
Agora espero que ouvindo esta canção
Você entre pela porta aberta do meu coração
(Choro negro – música de Paulinho da Viola)
terça-feira, janeiro 5
Só
Tentei partilhar sentimentos
Não encontro quem os queira
Isso é uma grande besteira
Quem quer alguém desse jeito
Que nem mesmo tem no seu peito
De amores sequer fragmentos?
Quem vai amar este ser
Que está só, sozinho, solitário
Coração guardado no armário
Sonhos e esperanças desfeitas
Porque este amor não aceitas
Não faz mais sentido viver
Não encontro quem os queira
Isso é uma grande besteira
Quem quer alguém desse jeito
Que nem mesmo tem no seu peito
De amores sequer fragmentos?
Quem vai amar este ser
Que está só, sozinho, solitário
Coração guardado no armário
Sonhos e esperanças desfeitas
Porque este amor não aceitas
Não faz mais sentido viver
Mutação
Estava lá, não plantei
Descobri no meu jardim
Delicada, maravilhosa
Parecia sorrir pra mim
Estava lá, cuidei dela
Dei afeto, dei carinho
Floresceu como a rosa
Como lírio ribeirinho
Estava lá, pequena flor
Destacando-se do entorno
Suave como cetim
Como precioso adorno
Estava lá, ainda está
Só que mal consigo vê-la
Bem onde se esconde o amor
A flor é hoje minha estrela
Descobri no meu jardim
Delicada, maravilhosa
Parecia sorrir pra mim
Estava lá, cuidei dela
Dei afeto, dei carinho
Floresceu como a rosa
Como lírio ribeirinho
Estava lá, pequena flor
Destacando-se do entorno
Suave como cetim
Como precioso adorno
Estava lá, ainda está
Só que mal consigo vê-la
Bem onde se esconde o amor
A flor é hoje minha estrela
domingo, janeiro 3
Dream a little dream of me
(Fabian Andre, Wilbur Schwandt e Gus Kahn)
Stars shining bright above you;
Night breezes seem to whisper "I love you."
Birds singing in the sycamore tree…
Dream a little dream of me.
Say nighty-night and kiss me;
Just hold me tight and tell me you'll miss me.
While I'm alone, blue as can be,
Dream a little dream of me.
Stars fading but I linger on, dear…
Still craving your kiss.
I'm longing to linger till dawn, dear,
Just saying this...
Sweet dreams till sunbeams find you…
Sweet dreams that leave all worries behind you.
But in your dreams, whatever they be,
Dream a little dream of me.
Stars fading but I linger on, dear …
Still craving your kiss.
I'm longing to linger till dawn, dear,
Just saying this...
Sweet dreams till sunbeams find you---
Sweet dreams that leave all worries far behind you.
But in your dreams, whatever they be,
Dream a little dream of me.
Estrelas luminosas brilham sobre você,
Brisas da noite parecem sussurrar 'eu te amo'
Aves cantando numa figueira de sicômoro ...
Sonhe um pouco, sonhe comigo!
Diga boa noite e me beije
Só me abrace e diga que vai sentir saudades
Enquanto eu estiver sozinho e tão triste quanto possível...
Sonhe um pouco, sonhe comigo!
Estrelas se apagando, mas eu insisto, querida
Ainda anseio seu beijo
Minha saudade persiste até o amanhecer, meu amor.
Só basta dizer isto...
Sonhe docemente até os raios de sol encontrarem você
Sonhos doces que deixem todas as preocupações para trás
Mas, em seus sonhos, quaisquer que sejam eles
Sonhe um pouco, sonhe comigo!
Estrelas se apagando, mas eu insisto, querida
Ainda anseio seu beijo
Minha saudade persiste até o amanhecer, meu amor.
Só basta dizer isto...
Sonhe docemente até os raios de sol encontrarem você
Sonhos doces que deixem todas as preocupações para trás
Mas, em seus sonhos, quaisquer que sejam eles
Sonhe um pouco, sonhe comigo!
Stars shining bright above you;
Night breezes seem to whisper "I love you."
Birds singing in the sycamore tree…
Dream a little dream of me.
Say nighty-night and kiss me;
Just hold me tight and tell me you'll miss me.
While I'm alone, blue as can be,
Dream a little dream of me.
Stars fading but I linger on, dear…
Still craving your kiss.
I'm longing to linger till dawn, dear,
Just saying this...
Sweet dreams till sunbeams find you…
Sweet dreams that leave all worries behind you.
But in your dreams, whatever they be,
Dream a little dream of me.
Stars fading but I linger on, dear …
Still craving your kiss.
I'm longing to linger till dawn, dear,
Just saying this...
Sweet dreams till sunbeams find you---
Sweet dreams that leave all worries far behind you.
But in your dreams, whatever they be,
Dream a little dream of me.
Estrelas luminosas brilham sobre você,
Brisas da noite parecem sussurrar 'eu te amo'
Aves cantando numa figueira de sicômoro ...
Sonhe um pouco, sonhe comigo!
Diga boa noite e me beije
Só me abrace e diga que vai sentir saudades
Enquanto eu estiver sozinho e tão triste quanto possível...
Sonhe um pouco, sonhe comigo!
Estrelas se apagando, mas eu insisto, querida
Ainda anseio seu beijo
Minha saudade persiste até o amanhecer, meu amor.
Só basta dizer isto...
Sonhe docemente até os raios de sol encontrarem você
Sonhos doces que deixem todas as preocupações para trás
Mas, em seus sonhos, quaisquer que sejam eles
Sonhe um pouco, sonhe comigo!
Estrelas se apagando, mas eu insisto, querida
Ainda anseio seu beijo
Minha saudade persiste até o amanhecer, meu amor.
Só basta dizer isto...
Sonhe docemente até os raios de sol encontrarem você
Sonhos doces que deixem todas as preocupações para trás
Mas, em seus sonhos, quaisquer que sejam eles
Sonhe um pouco, sonhe comigo!
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