sexta-feira, janeiro 15

Cegueira

O amor é cego
Mas isso não é defeito
Tem mãos, narinas e ouvidos
Ele apenas fecha os olhos
E disso ele tira o proveito
Aprecia com outros sentidos

Fecha os olhos o amor
Para escutar a melodia
Que lhe tira a sanidade
Apura bem seus ouvidos
Escuta você todo dia
Em completa intensidade

Ele faz questão de não ver
Se vale do uso do olfato
Que mais apurado decerto
Aprecia melhor seu perfume
E isso é vantagem de fato
Saber se você está por perto

Não enxerga o amor por volúpia
Compreendendo bem seu calor
Se deleita ao contato da pele
Envolvido em toques, caricias
Se desperta em intenso furor
Faz que sua intenção se revele

Tens dó deste fingidor?
O amor só deixa de olhar
Ocultando nisto desejos
Se faz valer da cegueira
Para sentir nos lábios o paladar
Do suave toque dos beijos

O amor é mesmo cego?
Eu não acredito nisso
Não dá pra enganar ninguém
Que cego nada meu amigo
Não da para sentir pena
Ele enxerga é muito bem

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