(Cesar Costa Filho)
O momento, o próprio tempo desfaz
O sempre é parente do nunca mais
E o que são os minutos
Senão diminutos
Frutos das horas
E o que são os minutos
Senão diminutos
Frutos das horas
Dia que se diz especial
É igual a qualquer um
Pois todo dia qualquer
No dia seguinte é nenhum
Metade é o começo do fim
Saudade demais doença ruim
O corpo é o inútil bazar do charque
E o choque faz parte do estoque
O corpo é o inútil bazar do charque
E o choque faz parte do estoque
A alma não dá pra vender
Ninguém quer comprar, nem Satã
Cansado que está de saber
Que vai ter de graça amanhã
Que vai ter de graça amanhã