domingo, abril 25

Can't Take My Eyes Off Of You

(Frankie Vali)

You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch,
I wanna hold you so much
At long last love has arrived,
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
Pardon the way that I stare,
There's nothing else to compare
The sight of you leaves me weak,
There are no words I can speak
God if you feel like I feel,
Please let me know that it's real
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
I love you baby, and if it's quite alright,
I need you baby, you warm my lonely nights
I love you baby, trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray,
Oh pretty baby, now that I've found you stay
And let me love you baby, let me love you...

You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch,
I wanna hold you so much
At long last love has arrived,
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you
I love you baby, and if it's quite alright,
I need you baby, you warm my lonely nights
I love you baby, trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray,
Oh pretty baby, now that I've found you stay
Oh pretty baby trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray,
Oh pretty baby, now that I've found you stay
And let me love you baby, let me love you...




Não Consigo Tirar Meus Olhos De Você

(Frankie Vali)
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você.
Você inalcançável como o céu,
Eu quero tanto te abraçar.
Finalmente chegou o amor,
E agradeço a Deus por estar vivo.
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você...
Perdoe como eu olho você,
Não existe nada que se compare.
Ver você me deixa tonto,
Sem palavras para lhe dizer.
Deus, se você se sente como eu me sinto
Por favor, deixe-me saber que é real.
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você...
Amo você garota, e se ta tudo certo.
Amo você garota, você preenche minhas noites solitárias,
Amo você garota, acredite quando eu digo.
Oh garota linda, não me deixe pra baixo, eu suplico.
Preciso de você, garota; agora que a encontrei, fique
E me deixe lhe amar, garota, me deixe lhe amar...
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você.
Você inalcançável como o céu,
Eu quero tanto te abraçar.
Finalmente chegou o amor,
E agradeço a Deus por estar vivo.
Você é boa demais pra ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você...
Amo você garota, e se ta tudo certo.
Preciso de você garota, você preenche minhas noites solitárias,
Amo você garota, acredite quando eu digo.
Oh garota linda, não me deixe pra baixo, eu suplico.
Oh garota linda; agora que a encontrei, fique
E me deixe lhe amar, garota, me deixe lhe amar...

quinta-feira, abril 22

Cuidado

Cuidado você, inocente
Mantenha sua atenção
Quer você queira quer não
Encontra-se ao seu redor
Em toda espécie de gente
O mal na espécie pior

Observe seu coração
Note o que ali colocaram
Brotou o mal que plantaram
Que você até permitiu?
Maus sentimentos que são
Como erva daninha sutil?

Se afaste do cientista
Fuja de quem sabe tudo
Se distancie sobretudo
Dos donos de toda verdade
Do padre, do comunista
Do político, da maldade

Proteja sua inocência
Não chegue nem perto da porta
Pois pra eles pouco importa
A quem é que irão corromper
Destruirão sem clemência
A quem conseguirem envolver

Contaminam os homens todos
Seu pai, sua Irmã, seu vizinho
E se tal viver tão mesquinho
Se tornou a norma da vida
Torne seus ouvidos surdos
Fuja enquanto há saída

Não deixe que seus sentimentos
Preciosos como eles são
Se gastem de modo tão vão
No lixo que a todos corrompe
Que surge dos rabugentos
E note que o mal se interrompe

Viva essa vida que é sua
Poucos irão compreender
Mas cuide que o seu viver
Em plena felicidade
Lance no olho da rua
O banal, a mediocridade.

quarta-feira, abril 21

O espelho

(Manuel Bandeira)

Ardo em desejo na tarde que arde!
Oh, como é belo dentro de mim
Teu corpo de ouro no fim da tarde:
Teu corpo que arde dentro de mim
Que ardo contigo no fim da tarde!

Num espelho sobrenatural,
No infinito (e esse espelho é o infinito?...)
Vejo-te nua, como num rito,
À luz também sobrenatural,
Dentro de mim, nua no infinito!

De novo em posse da virgindade,
-Virgem, mas sabendo toda a vida
No ambiente da minha soledade,
De pé, toda nua, na virgindade
Da revelação primeira da vida

Desencanto

(Manuel Bandeira)

Eu faço versos como quem chora
De desalento... De desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... Remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.

Versos escritos n’água

(Manuel Bandeira)

Os poucos versos que aí vão,
Em lugar de outros é que os ponho
Tu que me lês, deixo ao teu sonho
Imaginar como serão

Neles porás tua tristeza
Ou bem teu júbilo, e talvez
Lhes acharás, tu que me lês
Alguma sombra de beleza...

Quem os ouviu não os amou.
Meus pobres versos comovidos!
Por isso fiquem esquecidos
Onde o mau vento os atirou

Madrigal

(Manuel Bandeira)

A luz do sol bate na lua
Bate na lua, cai no mar
Do mar ascende à face tua
Vem reluzir em teu olhar

E olhas nos olhos solitários
Nos olhos que são teus... É assim
Que eu sinto em êxtases lunários
A luz do sol cantar em mim...

Testamento

(Manuel Bandeira)

O que não tenho e desejo
É que melhor me enriquece.
Tive uns dinheiros - perdi-os...
Tive amores - esqueci-os.

Mas no maior desespero
Rezei: ganhei essa prece.
Vi terras da minha terra.
Por outras terras andei.
Mas o que ficou marcado
No meu olhar fatigado,
Foram terras que inventei.

Gosto muito de crianças:
Não tive um filho de meu.
Um filho!... Não foi de jeito...
Mas trago dentro do peito
Meu filho que não nasceu.

Criou-me, desde eu menino
Para arquiteto meu pai.
Foi-se-me um dia a saúde...
Fiz-me arquiteto? Não pude!
Sou poeta menor, perdoai!

Não faço versos de guerra.
Não faço porque não sei.
Mas num torpedo-suicida
Darei de bom grado a vida
Na luta em que não lutei!

A estrela

(Manuel Bandeira)

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.

Manuel Bandeira

A estrela

Desencanto
Madrigal
O espelho
O inutil luar
Testamento

Versos escritos n'água

O inutil luar

(Manuel Bandeira)

É noite.
A Lua, ardente e terna,
Verte na solidão sombria
A sua imensa, a sua eterna melancolia . . .

Dormem as sombras na alameda
Ao longo do ermo Piabanha.
E dele um ruído vem de seda
Que se amarfanha . . .


No largo, sob os jambolanos,
Procuro a sombra embalsamada.
(Noite, consolo dos humanos!
Sombra sagrada!)

Um velho senta-se ao meu lado.
Medita. Há no seu rosto uma ânsia . . .
Talvez se lembre aqui, coitado!
De sua infância.

Ei-lo que saca de um papel . . .
Dobra-o direito, ajusta as pontas,
E pensativo, a olhar o anel,
Faz umas contas . . .

Com outro moço que se cala,
Fala um de compleição raquítica.
Presto atenção ao que ele fala:
— É de política.

Adiante uma senhora magra,
Em ampla charpa que a modela,
Lembra uma estátua de Tanagra.
E, junto dela,

Outra a entretém, a conversar:
— "Mamãe não avisou se vinha.
Se ela vier, mando matar
Uma galinha."

E embalde a Lua, ardente e terna,
Verte na solidão sombria
A sua imensa, a sua eterna
Melancolia . . .