quarta-feira, junho 17

Tédio



Olho em volta, nada vejo


Estou aqui, não estando


Suspiro de vez em quando


Da tristeza sofro assédio


Fazer algo é meu desejo


Pra me livrar desse tédio




Tudo que eu faço é banal


Por mais que seja importante


Não há na vida um instante,


Senão bom, ao menos médio


Minha vida é sempre igual


Isso me enche de tédio




Nunca há nada de novo


O hoje é igual ao outrora


Daqui a pouco é como agora


Rotina não tem remédio


Minha dor nunca removo


Isso é que chamo de tédio




Não vejo graça na vida


Acho uma grande bobagem


Mas se a mim falta coragem


Pra saltar de um alto prédio


Não vejo outra saída


A não ser morrer de tédio.

3 comentários:

  1. Pq será q quase sempre me sinto assim? Vc conseguiu expressar bem um sentimento q as vzs ñ conseguimos esplicar.Gostei muito bjs.

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  2. Mara Mama da Simone....18 de junho de 2009 às 02:32

    Amigo que não conheço mais que te admiro mesmo assim,que lindo poema esse que acabei de ler,tudo haver comigo,amei e parabéns por ser tão poético...

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  3. muito bommmmm!to me sentindo assim agora no maior tédio. Um abração

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