quinta-feira, junho 25

Versos diversos

De versos diversos entende o poeta
Versátil, diversificando sua meta,
De modo que mesmo o reverso
De qualquer musa do universo
Transborda plena inspiração
Versejando a dor do coração

Ao ver seu caminho perdido
Alem de qualquer solução
Verte a dor de sua alma
Em sonho, magia e canção.
Sente seu peito aos pedaços
Quebrado como o verso que vem
Atado, com ligas, em laços,
Dever só, nada mais alem.

Em versos inversos traduz o poeta
A vida, o amor, a dor e a razão.
Em abstrações ou de forma concreta
Seu rio de sonhos tem de dar vazão
O inverso da vida induz um soneto
Inspira em palavras mil sonhos contar
Em falas marcantes ou tom mais discreto
Expõe nos seus versos seu jeito de amar

De versos inversos depende o poeta
De cada alegria, tão rara na vida,
De cada agonia, dor ou ferida,
Que sua carreira lhe venha infligir
Deixando assim o seu peito aberto
Para que das artérias de modo bem certo
Seu sangue, à pena lhe possa fluir.

Em versos diversos morre o poeta
Ao notar-se exposto em cada um
Verseja segredos de forma indiscreta
À dor mantém ele sua porta aberta
Sendo esta sim a maneira mais certa
Pra não lhe restar segredo algum

É neste momento que morre o poeta
Sem dó, sem piedade sua alma dá.
Não foge ao notar o seu sonho desfeito
Mas faz do amor e da dor do seu peito
O reverso da rima que ainda virá

De versos em versos revive o poeta
Nem sempre perfeitos, completos,
Mas brotando em turbilhões
Libertando carinhos secretos
Amores discretos
Eternas paixões
Do centro da alma
Vem sua canção
Trazendo à vida, calma,
E paz ao seu coração...

quarta-feira, junho 24

La puerta

Autor : Luis Demetrio
Intérprete : Luis Miguel

La puerta se cerró detrás de ti
y nunca más volviste a aparecer
dejaste abandonada la ilusión
que había en mi corazón por ti.

La puerta se cerró detrás de ti
y así detrás de ti se fue mi amor
creyendo que podría convencer
a tu alma de mi padecer.

Pero es que no supiste soportar
las penas que nos dio la misma adversidad.
Así como también nos dio felicidad
nos vino a castigar con el dolor.

La puerta se cerró detrás de ti
y nunca más volviste a aparecer
dejaste abandonada la ilusión
que había en mi corazón por ti.



A porta

A porta se fechou atrás de ti
e nunca mais voltaste a aparecer
deixaste abandonada a ilusão
que havia em meu coração por ti.

A porta se fechou atrás de ti
e assim atrás de ti se foi meu amor
acreditando que poderia convencer
a tua alma de meu padecer.

Mas é que não soubeste suportar
os sofrimentos que nos deu a mesma adversidade.
Assim como também nos deu felicidade
nos veio a castigar com a mesma dor.

A porta se fechou atrás de ti
e nunca mais voltaste a aparecer
deixaste abandonada a ilusão
que havia em meu coração por ti

No me platiques más

No me platiques más
Autor: Vicente Garrido
Interpretação :Luis Miguel

No me platiques más
Lo que debió pasar
Antes de conocernos
Sé que has tenido, horas felices
Aun sin estar conmigo
No quiero ya saber
Que pudo suceder
En todos estos años
Que tú has vivido con otras gentes
Lejos de mi cariño
Te quiero tanto que me encelo
Hasta de lo que pudo ser
Y me figuro que por eso
Es que yo vivo, tan intranquilo.
No me platiques ya
Déjame imaginar
Que no existe el pasado
Y que nacimos, el mismo instante
En que nos conocimos.



Não me fales mais
O que aconteceu
Antes de nos conhecermos
Sei que tiveste horas felizes
Mesmo sem estar comigo
Não quero já saber
O que pôde suceder
Em todos estes anos
Que viveste com outras pessoas
Longe do meu carinho
Quero-te tanto que tenho ciúme
Até do que pôde ter acontecido
E imagino que por isso
É que eu vivo tão intranquilo.
Não me fales agora.
Deixa-me imaginar
Que não existe o passado
E que nascemos no mesmo instante
Em que nos conhecemos.

quinta-feira, junho 18

Monólogo

Quando bate a solidão
E preciso companhia
E a mente está vazia
De pensamentos diversos
Enfoco meu coração
Nas lutas do dia a dia
E na dor ou na alegria
Converso com Deus com versos

Nesta minha inovação
De como orar eu suponho
Mesmo o coração tristonho
De mágoa, de nostalgia
Desanda em inspiração
E dos versos que disponho
Transmito a Deus o que sinto
Conversando em sintonia

E isso é incrível, afirmo
Pois as palavras que vêem
Transmitem a mim tambem
Uma extrema novidade
Nesta conversa confirmo
O que não digo a ninguem
E não encontro desdém
No que falo na verdade

Mas o certo é que o que digo
Não vem de mim, com certeza
E aí é que está a beleza
Deste monólogo estranho
Pois se por mim, não consigo
Expor-me em tanta clareza,
Qual não é minha surpresa
Ver os versos que arrebanho

E se Deus é quem me induz
O que expresso em meu verso
E se com versos converso
Com Deus neste meu caminho
É Ele quem quem me dá a luz
O processo é bem diverso
Não falo eu, é o reverso
É Deus quem fala sozinho


BlogBlogs.Com.Br

quarta-feira, junho 17

Tédio



Olho em volta, nada vejo


Estou aqui, não estando


Suspiro de vez em quando


Da tristeza sofro assédio


Fazer algo é meu desejo


Pra me livrar desse tédio




Tudo que eu faço é banal


Por mais que seja importante


Não há na vida um instante,


Senão bom, ao menos médio


Minha vida é sempre igual


Isso me enche de tédio




Nunca há nada de novo


O hoje é igual ao outrora


Daqui a pouco é como agora


Rotina não tem remédio


Minha dor nunca removo


Isso é que chamo de tédio




Não vejo graça na vida


Acho uma grande bobagem


Mas se a mim falta coragem


Pra saltar de um alto prédio


Não vejo outra saída


A não ser morrer de tédio.

Xarope caseiro

Antes que o mal aconteça
Busque cortar-lhe a cabeça
Cada dor ou sofrimento
Deve logo eliminar
Entretanto se algum dia
Faltar de todo a alegria
Gaste então cada momento
Honestamente a enxergar

Inicie a sua cura
Juntando numa mistura
Luta, vitória, conquista
Mantendo o senso de humor
Nunca perca de vista
O maior ingrediente
Para um dia mais contente
Queira lembrar-se do amor

Recupere desta forma
Sem nunca fugir da norma
Tudo que perdeu no tédio
Unicamente por não ver
Ver que a vida tem remédio
Xarope simples, caseiro
Zombar do mal o dia inteiro,
E viver